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  • Foto do escritorDa Redação

2º Simpósio Gaúcho sobre Grãos Orgânicos ocorre em Cachoeira em agosto

A segunda edição do Simpósio Gaúcho sobre Grãos Orgânicos ocorrerá de forma híbrida de 15 a 17 de agosto em Cachoeira do Sul. A ideia é reunir pessoas envolvidas com a pesquisa, produção, comercialização e certificação de grãos orgânicos, visando difundir e fomentar esse ramo da produção de alimentos orgânicos.


A promoção é da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e de outras instituições, como a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). As inscrições (gratuitas) e a programação podem ser acessadas no link https://www.even3.com.br/2sggo2023.


A programação será dividida em três eixos. A cada noite serão apresentadas quatro palestras de 20 minutos, podendo ser presencial, no auditório do Sicred, em Cachoeira do Sul, ou on-line (neste caso, previamente gravada). Cada mesa redonda reunirá os palestrantes daquele tema, para debate e esclarecimento de perguntas da plateia, tanto presencial, quanto remota. Em cada mesa-redonda haverá um mediador que conduzirá os trabalhos naquela noite.



A bióloga Rosana Matos de Morais, pesquisadora do Centro de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor) do DDPA, localizado em Santa Maria, explica que, nos mercados de produtos orgânicos, sejam feiras ou supermercados, a maior disponibilidade encontrada é de hortaliças e frutas. “Entretanto, a disponibilidade de grãos e derivados produzidos em sistemas orgânicos ainda é baixa. Da mesma forma, pouca é a oferta de alimentos orgânicos de origem animal”, destaca. “A demanda por estes produtos é grande e, portanto, há um mercado crescente desses produtos”, acredita a pesquisadora.


Para ela, a baixa disponibilidade de grãos orgânicos está relacionada à dificuldade prática de viabilizar esses sistemas de produção. “Para produção de grãos, em comparação à produção de frutas e hortaliças, são necessárias áreas maiores e a agricultura é, de uma forma geral, mais extensiva. A não utilização de agrotóxicos, tais como herbicidas, inseticidas e fungicidas é vista como um impedimento técnico para a condução de lavouras de grãos produtivas e economicamente viáveis”, pontua.


De acordo com Rosana, nesta perspectiva, o Simpósio se propõe a discutir o tema da produção orgânica de grãos, reunindo pessoas com esse interesse em comum e mostrar à sociedade a viabilidade desta forma de produção. “A proposta de realização desse evento dialoga com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relativo à fome zero e agricultura sustentável da ONU, pois a produção orgânica está essencialmente voltada à sustentabilidade da agricultura e à produção de alimentos saudáveis, o que também se relaciona com saúde e bem-estar”.


Rosana conta que para viabilizar esse modo de produção agrícola em larga escala, são necessárias tecnologias novas e, portanto, há relação com o ODS de Indústria, Inovação e Infraestrutura. Segundo a bióloga, como a produção orgânica lança mão de insumos biológicos, muitos deles produzidos pelo próprio agricultor, e deixa de lado insumos sintéticos e agrotóxicos, há uma relação com o ODS de consumo e produção responsáveis.


“Por se tratar de uma forma de agricultura sustentável, a produção orgânica, associada ao sistema de plantio direto, pode ser uma aliada no sequestro de carbono atmosférico, dialogando diretamente com o ODS Ação contra a mudança global do clima. Ao se cuidar da vida do solo, preservando os recursos naturais, a produção orgânica de grãos se relaciona com o ODS Vida terrestre. Além disso, o evento, que busca reunir pessoas com esse interesse em comum, atente ao ODS Parcerias e meios de implementação”.


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