• Lenon Quoos

Agricultura e Emater vão debater ações de combate à estiagem no Rio Grande do Sul

Nesta segunda-feira, 3, às 14h, na sede da Defesa Civil do Estado, a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Silvana Covatti, se reúne com a Defesa Civil e a Emater-RS/Ascar para alinhar ações de apoio aos produtores prejudicados com o novo período de estiagem no Rio Grande do Sul. Até o sábado, 1º, 96 municípios decretaram situação de emergência.


Em contato com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, a secretária Silvana manifestou a preocupação sobre os inúmeros relatos de perdas nas lavouras e falta de água para consumo humano, que tem recebido de diversas regiões do Estado. Silvana lembrou que, há 15 dias, apenas 12 municípios tinham situação de emergência decretada, mas que o cenário se agravou muito nos últimos dias.


A ministra Tereza Cristina se colocou à disposição para participar remotamente da reunião de segunda-feira e estudar, junto ao grupo, medidas de apoio aos produtores do Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina e Paraná, que também têm sofrido prejuízos por conta da falta de chuvas.


De acordo com o chefe de gabinete da Secretaria, Erli Teixeira, “entre as ações já em andamento neste momento estão a solicitação para que a Emater priorize a verificação dos comunicados de laudos do Proagro solicitados pelos produtores, auxilie as prefeituras nos decretos de situação de emergência e que apresente um levantamento das perdas com a estiagem”.


Na pauta do encontro também estará em discussão algumas propostas como a possibilidade de anistia dos valores devidos ao Programa Troca-Troca de Sementes de Milho e Sorgo, executado pela SEAPDR, e possíveis ações do programa Avançar na Agropecuária e no Desenvolvimento Rural já para o início do ano que vem, quando o orçamento estiver disponível.


“A Secretaria tem realizado diversas ações desde 2019 para mitigar os efeitos da estiagem, como a construção de poços e açudes para reservação de água e orientações sobre a conservação do solo, entre outros. Mas precisamos avançar mais. E estamos à disposição do produtor para ouvir, orientar, naquilo que for necessário”, destaca Erli.

Foto: Divulgação

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