• Lenon Quoos

Agricultura emite alerta após aumento nos focos de raiva transmitida por morcegos

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul emitiu alerta sanitário para a raiva de herbívoros. O órgão orienta os produtores rurais a vacinarem ou revacinarem seu rebanho para prevenir a doença. A zoonose espalhada sobretudo por exemplares de morcegos hematófagos é letal para os animais e pode infectar humanos. De janeiro a junho de 2021, o Estado teve 17 focos da doença em 13 municípios. Ainda há possibilidade de contaminação em mais 28 cidades.


“O período de inverno é o que registra o maior número de casos. Nele, há maior estresse dos morcegos hematófagos”, explica o analista ambiental André Witt, do Programa de Controle da Raiva Herbívora.


O alerta foi emitido com base em situações registradas no Estado, como a incidência de agressões do morcego hematófago Desmodus rotundus a herbívoros. Refúgios do mamífero voador não foram, entretanto, notificados. Os exemplares da espécie costumam se esconder em troncos ocos de árvores, cavernas, fendas de rochas, furnas, túneis e casas abandonadas, entre outros.


Conforme o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora, Wilson Hoffmeister Júnior, a raiva pode ser controlada de forma preventiva, por meio do controle da população de morcegos hematófagos e de vacinação estratégica dos animais.


A orientação aos produtores rurais é para, ao localizarem novos refúgios de morcegos, comunicarem no ato a localização à inspetoria ou escritório de defesa agropecuária do município. “Não tentem capturá-los por conta própria”, recomenda a secretaria.


Os servidores do Núcleos de Controle da Raiva do Estado, devidamente capacitados e vacinados contra a raiva, são os responsáveis por fazer o controle populacional da espécie. "As equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura sempre que houver laudo positivo para raiva em herbívoro ou forem constatados altos índices de mordedura em animais de produção em determinada região", informa o órgão.

Foto: Divulgação

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