• Da Redação

Alessandro Rosa | Casamento e finanças: 3 pontos para não acabar com o amor!

Nem sempre é fácil encontrar o amor de nossas vidas, mas o(a) companheiro(a) vai aparecer na maioria das vezes sem esperarmos. Ele vai simplesmente “acontecer” e, nesse momento, você vai perceber que encontrou a sua metade.


Depois dos primeiros encontros, quando o casal percebe que realmente existiu uma cumplicidade e tudo começa a ficar mais sério, a vontade de ficar junto só aumenta. Chega o momento de noivar e começam os planos de casamento. Muita gente não quer esperar e decide dividir o teto com o(a) parceiro(a) o mais rapidamente possível… A distância dói.


Amor não é garantia de felicidade para um casal


Já ouvi muito por ai que só o amor não é garantia de felicidade para um casal e, pelo que tenho conversado com muitos amigos e acompanhado de perto algumas pessoas, isso parece ser verdade. A questão da alegria familiar passa pelo padrão de vida e como o casal toma suas decisões e já falei sobre isso em outro texto (clique para ler).


Só o amor (por maior que seja) não é garantia de uma união feliz: algo que muita gente não pensa quando decide “juntar as escovas de dente” é que a parte financeira pode influenciar muito a vida do casal, tanto para o bem como também para o mal.


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Eu gosto sempre de olhar a vida com uma visão otimista e acredito que quando existe um mínimo de diálogo e comprometimento entre o casal, o casamento será sinônimo de prosperidade de riqueza – é a chance de encontrar alguém para juntar forças e buscar o sucesso (algo mais fácil com o esforço de duas pessoas).


Para que sua vida seja mais próspera, é importante perceber qual a importância que o outro dá a vida financeira desde o momento em que a relação iniciar. Calma, não vá preparando um discurso sobre a importância de poupar para aposentadoria já nos primeiros encontros. Falo sobre ser um bom observador, o que já te ajudará muito a enxergar o que virá pela frente.


Finanças um assunto que não pode faltar


Durante o namoro, existirão muitas possibilidades para introduzir o assunto “finanças pessoais” e aos poucos construir um diálogo forte para que o dinheiro não seja encarado como um problema. Se quer mais dicas de como fazer isso, clique aqui.


Mesmo nesse momento mágico da vida que é o namoro, é fundamental aprender a respeitar alguns limites, de forma a realizar metas e alcançar objetivos com planejamento e consciência, um passo de cada vez.


Separei três pontos que considero fundamentais serem discutidos já no início da vida a dois:


1. Festa de casamento

Alguns bons amigos passaram anos economizando para fazer uma grande festa de casamento. Fizeram rifa, andaram um bom tempo com roupas mais surradas, venderam carro e outros bens para garantir uma festa magnífica.


Sonho é sonho, eu não discuto essa questão desde que exista um planejamento para que o sonho se torne realidade. O problema é que muita gente acaba gastando mais do que pode, querendo oferecer o que existe de mais moderno e bonito, e inicia a vida a dois com a dívida da festa de casamento.


Qual a possibilidade dessa dívida se tornar um grande problema para os recém-casados? A chance é grande. A vida a dois é cheia de novidades, e imprevistos (que sempre acontecem) podem ser um fator de grande desgaste. Então, seja honesto com seu dinheiro: festejar é importante, mas ter a chance de começar o casamento sem dívida é crucial.


2. Imóvel: comprar ou alugar?

“Quem casa, quer casa” é o que mais ouço como justificativa para quem começa a buscar alternativas de financiamento de longo prazo para seu imóvel assim que oficializa a união. Eu sou avesso a dívidas tão longas, capazes de comprometer o orçamento financeiro das famílias tão cedo.


Financiar um imóvel é um ato de grande responsabilidade, que só pode ser tomado com consciência para que a decisão seja a mais racional possível. Os recém-casados têm uma vida inteira pela frente, uma carreira para desenvolver e o financiamento de uma casa pode comprometer essa liberdade inicial.


E se surgir uma proposta de emprego em outra cidade ou uma bolsa de estudos fora do país? O que fazer com o financiamento? Aconselho sempre quem esta começando a avaliar muito bem essa situação: o aluguel somado à responsabilidade de guardar dinheiro e investir pode ser a melhor solução para, ali na frente, ter a casa dos sonhos com pagamento de parcelas menores, dando uma entrada maior e depois de definidos aspectos como mudança de cidade.


3. Conta conjunta ou não?

Casamento é sinônimo de união, logo não consigo ver muito sentido divisão da parte financeira. Todas as decisões de consumo e investimentos devem ser compartilhadas entre o casal, que precisa encarar as finanças pessoais com bastante disciplina. Cada um precisa saber o que está acontecendo com o outro para, juntos, terem uma estratégia para o futuro.


No meu ponto de vista, as contas separadas são “buracos” que ficam à espreita do primeiro passo falho de alguém – é como abrir espaço para a auto sabotagem. É fundamental o casal ter contas correntes e investimentos conjuntos, afinal estão caminhando para um destino escolhido pelos dois. Já falamos mais sobre conta conjunta em outro artigo (clique aqui para ler).


Admito que este ponto é bastante polêmico e merece um debate muito mais aprofundado, mas o casal pode, dentro do orçamento, separar valores iguais para serem utilizados de forma individual ou mesmo manter contas individuais, mas respeitando sempre o orçamento discutido e não importando quem tem o maior salário.


No final das contas, o fundamental para a harmonia de um relacionamento é a consciência de quão importante é dividir direitos e responsabilidades. Lembre-se que para conquistar algo grande no futuro será indispensável abrir mão de alguns luxos no presente.


Alessandro Rosa.

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