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  • Lenon Quoos

Alunos da UFSM fazem documentário sobre Minas do Camaquã


Acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), do curso de Comunicação Social e Ciências Sociais, realizaram um documentário sobre Minas do Camaquã, trabalho este que surgiu através de uma proposta da disciplina de “Projeto Experimental em Educação” lecionada pelo professor Mauricio de Souza Fanfa, no curso de Comunicação social.


O objetivo principal dos alunos era criar um projeto comunicacional de natureza educativa, e, entre as várias alternativas consideradas, os alunos decidiram focar na realização de um produto audiovisual, dada a mútua afinidade com essa área de comunicação, por parte dos diretores do documentário.


“A decisão de escolher Minas do Camaquã foi genuína e movida pelo coração, uma vez que essa região não apenas ostenta uma beleza natural deslumbrante, mas também carrega consigo uma história que merece todo o reconhecimento. Dessa forma, destacar e enaltecer um lugar que temos apreço e admiração tornou essa produção ainda mais significativa”.


Norberto Guidotti mestrando de ciências sociais e Lorenzo Pergher aluno da Escola Professora Gladi Machado Garcia, que pesquisam juntos sobre as Minas do Camaquã há mais de três anos, a convite dos acadêmicos de Comunicação Social Ana Julia e Nadriel Massaia, participaram do documentário sendo as pesquisas realizadas por eles, para que os acadêmicos pudessem elaborar roteiro e produzir o Projeto Experimental em Educação.


As pesquisas de Guidotti e Pergher são fundamentadas em informações coletadas com inúmeras fontes, como: arquivos da Biblioteca Nacional e da Hemeroteca Digital, da Companhia Brasileira do Cobre (CBC), relatórios do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), acervo do Departamento Nacional de Produção Mineral, entrevistas com ex-trabalhadores e seus arquivos fotográficos, Consulado Geral do Brasil na Bélgica, arquivos da antiga Casa de Pedra, do Grupo Escolar, edições do jornal O Minerador (de veiculação local), e revisão bibliográfica de trabalhos publicados nos principais repositórios de artigos, teses e dissertações que têm Minas do Camaquã como foco.


As gravações do documentário, produzido e dirigido por Ana Julia e Nadriel Massaia, duraram dois dias, sendo realizadas nos dias 10 e 11 de dezembro de 2022, nas Minas do Camaquã, enfrentando o calor e o difícil acesso em determinados locais que exigiam atravessar matas densas, para captarem imagens de ângulos específicos. Os dias dos jovens começavam às 6h e terminavam por volta da 16h, para que os alunos conseguissem retornar ao local onde estavam hospedados e para baixar o material.


“No entanto, o empenho incansável de toda a equipe, em especial, meu colega e também diretor Nadriel Massaia e o professor Mauricio de Souza Fanfa, foi fundamental para que tudo ocorresse da melhor forma. Vale ressaltar que essa foi nossa primeira experiência com esse tipo de produção e dentro de um prazo estipulado. Este é um trabalho que realmente realizamos com todo o nosso coração!”, disse Ana Julia.


Ana Julia relatou ainda que foram precisos mais de sete encontros com os apresentadores para realizarem a edição. “O processo é demorado, delicado e minucioso no qual incluímos as legendas, títulos, créditos, tratamento de áudio”, afirmou.


O documentário teve pré-estreia em 28 de janeiro, para alguns representantes do público-alvo. Na qual, foram convidados cidadãos com diferentes níveis de relação com as Minas do Camaquã. Entre elas, pessoas que viviam na época da mineração e ainda moram no local, pessoas que se mudaram para residir nas Minas em período posterior ao período de extração, e jovens da localidade.


A estreia foi realizada em Minas do Camaquã com três sessões, no dia, 4 de agosto, na Escola Professora Gladi Machado Garcia, em diferentes horários, dedicando a faixa das 13h30 para os alunos de primeiro a quinto ano, já, das 15h30 para os estudantes do 6° ao 9° ano e do ensino médio diurno, e às 19h para o público do ensino médio noturno, e para a comunidade em geral. Outras duas sessões ocorreram no dia 13 de agosto, na Casa de Cultura Juarez Teixeira, em Caçapava do Sul/RS.


O documentário foi selecionado para participar da etapa regional do 23º Intercom Sul, promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM). A apresentação ocorreu na cidade de Guarapuava/PR, no mês de junho, onde concorreu ao prêmio EXPOCOM.


O documentárioMinas do Camaquã: uma história para ensinar” tem por objetivo realizar um resgate histórico-social da localidade, constituindo memória das diversas fases das Minas do Camaquã. Iniciando com a descoberta do cobre em 1865, passando pelos ciclos estrangeiros, período de pesquisas, gestão de Francisco Pignatari até o encerramento da extração mineral em 1996. Além disso, o documentário apresenta fotografias antigas que destacam as mudanças nos espaços ao longo do tempo, seguindo o formato "antes versus depois”.


Já está disponível na plataforma do YouTube o documentário “Minas do Camaquã: uma história para ensinar”, basta acessar o link: https://youtu.be/RQ4RD19-hPk


Crédito: William Barreto.



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