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A maior frustração dos protetores | por Adriana Palladino

Você pode até pensar que a maior frustração dos protetores é quando morre um animal. Mas engana-se, pois, por mais tristeza que possamos sentir, sabemos que é o ciclo da vida. Muitas vezes resgatamos um animal e ele morre em seguida. Nosso conforto está em saber que nos últimos momentos de sua vida ele estava amparado.


A maior frustração é sem dúvida nenhuma quando um animal é devolvido de uma adoção. Muitas vezes pelos motivos mais absurdos que se possa imaginar: "late demais", "vou me mudar", "cresceu demais", "está doente" e tantas outras barbaridades.


Uma coisa é preciso que se entenda de uma vez por todas: ANIMAL NÃO É OBJETO para ser descartado ou devolvido. Já ouvimos inclusive o absurdo de pedirem para TROCAR. Oi???


Façam um exercício mental junto comigo: a pessoa resgata, dá assistência veterinária se necessário, leva para sua casa ou para um lar temporário, cuida, alimenta, se apega, mas sabe que, para poder ajudar outro, precisa doar, aí ela doa e dias ou até meses depois a pessoa tem a ousadia de dizer que quer devolver ou trocar!!!


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), somente no Brasil, cerca de 30 milhões de animais estão abandonados, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Lembrando que somos 211 milhões de pessoas nesse país, a proporção de animais abandonados é absurda e nos envergonha enquanto nação.


Já passou da hora das pessoas terem consciência de seus atos. Quando se adota um animal a responsabilidade é exclusivamente de quem adota, não é do protetor ou da entidade que doou. As dificuldades devem ser superadas pelo tutor e a responsabilidade não pode nem deve ser empurrada para os outros, principalmente quando o animal fica doente ou idoso. Não adianta adotar sem ter condições de dar a assistência que o animal precisa. Ele não é um brinquedo. É uma vida!


Ele sente dor, frio, fome, e querendo muitos ou não, já está comprovado que os animais são seres sencientes, capazes de sentir, de vivenciar sentimentos como dor, angústia, solidão, amor, alegria, raiva, etc. Inclusive nosso estado foi o primeiro do Brasil a reconhecer isso, através de uma mudança no código ambiental feita pelo meu amigo querido, hoje vice governador, Gabriel Souza.


A quantidade de animais abandonado nas ruas de Cachoeira diz muito sobre a falta de comprometimento e responsabilidade dos tutores. Não existem animais de rua! Eles não brotaram ali! Eles foram descartados de forma cruel e covarde por pessoas irresponsáveis. Como se fossem lixo. Essa realidade não somos nós, protetores, que vamos mudar. Isso passa pela consciência de cada um, só quando cada pessoa entender suas responsabilidades é que essa realidade começará a mudar!


Adriana Palladino.

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