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Após reclamações de usuários, empresa TNSG explica retirada de créditos nos cartões



Uma usuária do transporte coletivo urbano de Cachoeira do Sul entrou em contato com o Fatos 24h nesta quinta-feira, 11 de abril, para fazer uma reclamação sobre a empresa Transporte Nossa Senhora das Graças (TNSG). Segundo ela, que prefere não ser identificada, quando foi utilizar o seu cartão no início da semana para utilizar a linha do bairro Cohab, se deparou com ele zerado. "Tive que pagar a passagem. Soube de mais casos como o meu, então quer dizer que a TNSG está zerando os cartões que possuem recargas antigas? Como eles podem fazer isso com a população que utiliza o transporte público?", questionou.


A moça conta que possuía mais de R$ 1,5 mil em passagens. "Estive na empresa e afirmaram que vão recarregar as passagens que estão pagas com uma nova validade para o uso, mas não sabem quando será resolvido. A gente que trabalha e precisa do transporte não pode ficar esperando", concluiu.


O Fatos 24h entrou em contato com Pipa Germanos, que está encarregado pela empresa, com a atual licença do diretor da TNSG, Waldir de Souza, afastado por problemas de saúde. Pipa disse que está ciente da situação e que são mais de 40 pessoas que estão enfrentando esse mesmo problema. Ele afirmou que as passagens serão resgatadas para todos esses usuários e que só falta regulamentar com a Prefeitura Municipal a restituição desses valores.



Pipa que é diretor administrativo e porta-voz da empresa explica que a empresa sofrerá prejuízos ao resgatar essas passagens. Isso porque quando a empresa ou cliente realiza a compra das passagens, elas devem ser utilizadas no período de um ano, ou seja, as passagens possuem validade de um ano. Portanto, esses casos em que os cartões foram zerados, em sua maioria, são de pessoas que não dependem exclusivamente do transporte coletivo e acabam não utilizando o que carrega dentro desse período, no ir e voltar do trabalho, por exemplo.


"Essas pessoas em que as passagens sobraram, também fazem uso de carros e outros meios para garantir a locomoção. Também tem casos em que pessoas perderam o emprego e não utilizaram mais. Estamos com resquícios de cargas que foram feitas desde 2018 e embora não exista uma legislação municipal que determina que devemos restituir essas passagens, nós iremos fazer mesmo assim, mesmo com prejuízos para a empresa, para que nossos usuários não fiquem prejudicados. Mas, é importante que fique claro que as passagens devem ser gastas dentro de um ano a partir da data da compra", explica.


Pipa enfatiza que todos serão chamados para que suas passagens sejam restituídas. "Daremos o prazo de um ano para usarem. Estamos reconduzindo toda essa questão e pretendemos alinhar tudo no início da próxima semana. Após estar tudo certo, todos deverão ir presencialmente até o posto de venda da TNSG para recarregar esses créditos", informa.


ENTENDA

Não existe uma lei municipal que defina período para o uso. No entanto, uma lei federal ampara o uso do transporte coletivo público. Trata-se da Lei Lei nº 11.975, de 7 de julho de 2009, que em seu artigo 1º, "determina que os bilhetes de passagens adquiridos no transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano, intermunicipal, interestadual e internacional terão validade de 1 (um) ano, a partir da data de sua emissão, independentemente de estarem com data e horários marcados".


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