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  • Lenon Quoos

Bolsonaro reúne filhos e cúpula do PL para definir estratégia após ação da PF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu à Polícia Federal (PF) o adiamento do depoimento que seria prestado às 10h desta quarta-feira, 3, na sede da corporação em Brasília. O ex-mandatário foi intimado a depor no âmbito da Operação Venire, que investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.


De acordo com a defesa, não foi disponibilizado o acesso aos autos e, por isso, o adiamento da oitiva foi necessária. Os advogados informaram que, assim que eles forem disponibilizados e analisados, o ex-presidente prestará os esclarecimentos.


Logo após ser alvo da operação da Polícia Federal (PF), o ex-chefe do Executivo federal foi à sede do partido, em Brasília, com seus dois filhos parlamentares, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para definir estratégias diante da repercussão do caso.


Bolsonaro também se reúne com o ex-ministro das Comunicações Fábio Wajngarten e o advogado Marcelo Bessa para formular sua defesa no processo. Na sede da Polícia Federal (PF), mais cedo, Wajngarten afirmou que o ex-presidente só prestará depoimento à PF após ter acesso aos autos do processo.

A casa de Bolsonaro na capital federal foi alvo de busca e apreensão no âmbito da operação Venire, da PF, que investiga fraudes nos cartões de vacinação contra a Covid-19, conforme noticiou o Metrópoles. Bolsonaro nega ter adulterado os dados e repete que nunca tomou a vacina.


Reação do PL e aliados de Bolsonaro

O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), sugeriu que a ação foi uma forma de criar “um fato político” para desgastar a imagem de Bolsonaro e aliados.

Como possíveis motivos para a medida, Altineu citou a abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, a participação do ex-presidente no Agrishow e o adiamento da votação do projeto de lei (PL) das Fake News na Câmara, na noite de terça-feira (2/5).


Bolsonaro entrou legalmente nos EUA, dizem fontes do governo americano

Fontes do governo americano informaram à coluna que, mesmo sem ter tomado a vacina contra a Covid-19, Jair Bolsonaro entrou de forma legal nos Estados Unidos, em todas as vezes que foi ao país como presidente da República após o início da pandemia.


Segundo essas fontes do governo americano, como chefe de Estado, Bolsonaro se enquadrava na lista de pessoas que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos permitia entrar no país sem comprovação de vacinação completa contra o novo coronavírus.


A mesma lista de exceções do CDC também abarca a filha mais nova do ex-presidente, Laura Bolsonaro, de 12 anos. Segundo as regras do órgão, pessoas menores de 18 anos de idade também não são obrigadas a comprovar que são vacinadas para entrar em território americano.


As viagens de Bolsonaro aos Estados Unidos passaram a ser alvo de suspeitas nesta quarta-feira (3/5), após a Polícia Federal deflagrar uma operação para investigar a adulteração do cartão de vacinação de Bolsonaro, de sua filha e de auxiliares do ex-presidente.


Segundo a PF, os suspeitos da fraude inseriram dados falsos de vacinas contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. O objetivo seria emitir certificados falsos de vacinação para terem acesso a locais onde a imunização era obrigatória.

Fontes: Sites Terra e Metrópoles.




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