• Lenon Quoos

Cães de rua bravos assustam moradores no Bairro Mauá

Uma moradora do Bairro Mauá que preferiu não se identificar entrou em contato com o Fatos 24 horas para relatar uma situação que vem indignando a vizinha da Rua Joaquim Corrêa de Oliveira em esquina com Alexandre Coelho Leal. Segundo ela, são em torno de sete animais em situação de rua que estão atacando e que, segundo ela, inclusive já morderam pessoas que passavam pelo local. "Liguei para a Prefeitura diversas vezes, mas nada adiantou. É um jogo de empurra empurra", destaca.


Postagens em redes sociais nos últimos meses dão conta de situações similares que ocorrem em bairros como Santo Antônio e Fátima. Para informar qual é a posição do executivo em relação à estes casos, a redação entrou em contato com o Departamento de Vigilância em Saúde (DVS). A médica veterinária do DVS, Michele Casarin, informa que pessoas que foram mordidas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para fazer o acompanhamento necessário e relatar todos os detalhes, como o local, quando, como foi que aconteceu, bem como as características do cão mordedor. Após, a equipe do unidade entra em contato com o DVS para repassar as características para que a equipe possa visitar o local e fazer o recolhimento se necessário para averiguar qual a real situação.

Segundo Michele, existe a questão da posse responsável, onde o correto seria que cada pessoa estivesse com o seu animal de estimação dentro do pátio. "É muito importante a conscientização das pessoas para evitar situações desse tipo", ressalta. Como as dependências do Cempra e do canil do DVS estão lotados, principalmente com a chegada da pandemia, não tem como realizar o recolhimento. "Cada caso é particular e devemos analisar. Não tem como apreendermos um cão que não mordeu ninguém, por exemplo", afirma. Ela conta que situações desse tipo geralmente acontecem com cães conhecidos. "Os números de denúncias que recebemos não são expressivos, muito menos dos cães de rua, pois geralmente são cães conhecidos, ou seja, do vizinho, por exemplo", explica.


Dependendo da situação, O DVS e a Secretaria do Meio Ambiente trabalham de forma conjunta. Além da unidade de saúde quando o caso for mordedura, o DVS disponibiliza o número 3724-6112, caso o cidadão tenha um caso que se encaixe nessas situações para repassar. Em demais casos, a denúncia deve ser formalizada via protocolo.

Foto: Divulgação

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