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Cão morto abandonado em frente de residência gera indignação e denúncia de crime ambiental em Cachoeira do Sul

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 30 de jan.
  • 2 min de leitura

Moradores da Rua Ovídio Trigo Loureiro, no bairro Quinta da Boa Vista, em Cachoeira do Sul, denunciaram um grave caso de descaso ambiental e risco à saúde pública após um cachorro de grande porte permanecer morto por cerca de dois dias, em avançado estado de decomposição, dentro de uma caixa, em frente a uma residência.


Segundo relatos, o forte odor tornou o local insustentável, obrigando moradores a permanecerem dentro de casa, com janelas fechadas, e causando transtornos severos. Uma vizinha teria, inclusive, deixado a residência temporariamente devido à situação. “O cheiro já estava entrando dentro de casa, não conseguíamos mais nem comer”, relata uma moradora.


Diversos contatos foram feitos com órgãos públicos, incluindo Brigada Militar, setores de fiscalização e vigilância, além do Departamento de Vigilância Sanitária (DVS). No entanto, segundo os moradores, nenhuma providência imediata foi tomada, com as responsabilidades sendo repassadas entre os órgãos.


Conforme registro feito junto à Prefeitura, trata-se de uma denúncia de maus-tratos a animais, que também menciona a morte anterior de dez filhotes descartados no lixo, além da existência de uma cadela no local em situação de abandono, no cio e infestada por pulgas e carrapatos.


Ainda segundo informações repassadas por uma moradora, uma cadela que permanece no local pertence às mesmas responsáveis pelos animais mortos. O animal estaria infestado por carrapatos, no cio e solto, permanecendo no mesmo ambiente onde o cachorro morreu, o que agrava ainda mais a preocupação da comunidade.


Moradores defendem que haja intervenção imediata dos órgãos competentes, tanto para orientar e responsabilizar as tutoras, quanto para garantir o bem-estar da cadela, evitando que ela continue solta durante o cio. A comunidade também manifesta intenção de providenciar a castração do animal, após a estabilização de seu estado de saúde, ressaltando que “os bichos não têm culpa da situação”.


Cadela precisa ser recolhida
Cadela precisa ser recolhida

Em contato com a reportagem, o secretário municipal de Meio Ambiente, André Silveira, explicou como funciona a atribuição nesses casos. “Somente quando há suspeita ou confirmação de zoonoses, como raiva ou cinomose, a Vigilância Sanitária deve ser acionada. Em casos de morte natural de animais em propriedade particular, a responsabilidade pelo sepultamento é do proprietário”, afirmou.


Ainda segundo o secretário, caso o responsável não tenha condições ou local adequado, pode solicitar apoio da Secretaria do Meio Ambiente, que autoriza o enterro do animal na Estação de Transbordo, em local apropriado. Já quando o animal morto está em área pública, a responsabilidade passa a ser do Município.


CÃO FOI ENTERRADO HOJE

No caso da Rua Ovídio Trigo Loureiro, o animal foi finalmente enterrado na manhã desta sexta-feira, 30 de janeiro, após permanecer dois dias morto em via pública. De acordo com relatos, o sepultamento ocorreu de forma precária, com parte do corpo ainda exposta, coberta apenas por madeira e pouca quantidade de terra, mantendo o mau cheiro. "A morte foi em decorrência da infestação de carrapatos, o que corresponde sim a uma zoonose, pois pode infectar humanos.


COBRANÇAS AO PODER PÚBLICO

Moradores cobram ações mais firmes, fiscalização efetiva e responsabilização dos envolvidos. Para eles, o episódio evidencia a fragilidade do sistema de proteção animal e o empurra-empurra de responsabilidades entre a população e órgãos públicos, enquanto os moradores seguem convivendo com riscos sanitários e ambientais.


 
 
 

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