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Cachoeira atinge nível 3 de alerta para a Dengue, com 325 casos confirmados e 224 sob investigação

Em comunicado de risco de dengue emitido na última terça-feira, 23 de abril, a Secretaria Estadual da Saúde avaliou que a taxa de incidência de casos prováveis de dengue no RS encontra-se muito acima do limite superior endêmico no período compreendido entre 24 de março e 20 de abril. O monitoramento do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) levou em consideração o quadro de 146.505 notificações para dengue em 2024, com 85.348 casos confirmados e 102 óbitos para a doença neste ano. A nota da secretaria destaca que os óbitos verificados ocorreram em 37 municípios, contabilizando um acréscimo aproximado de 68% no número de mortes enumerados no mesmo período de 2023.


A partir de uma avaliação do cenário epidemiológico do Estado, a SES classificou a região de saúde onde Cachoeira do Sul está inserida em nível 3 de alerta para a doença, mediante classificação indicada pelo Plano Estadual de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses Urbanas Dengue, Zika e Chikungunya. Os níveis de alerta vão do zero ao três, ficando neste último os quadros de maior gravidade, classificação na qual também se encontram outras 24 regiões do Estado. No nível 3 figuram as regiões com incidência de casos acima do limite superior endêmico nas últimas quatro semanas epidemiológicas. Segundo a pesquisa, o RS já apresenta volume de diagnósticos para dengue 11 vezes acima do limite endêmico em comparação ao mesmo período do ano passado.

 

725 NOTIFICAÇÕES

O município figura no nível 3 de alerta devido a 725 notificações para a doença até o momento, sendo 325 casos confirmados e 224 sob investigação. O ponto positivo do cenário endêmico local é a ausência de óbito para a dengue em 2024. A cidade registra a circulação de mais de um sorotipo viral (DENV 1 e DENV 2), quadro que predispõe ao surgimento de novas infecções, uma vez que não há imunidade cruzada sustentada entre os sorotipos (a mesma pessoa pode ser acometida pelas duas variações em momentos diferentes) e pode ocasionar agravamento do caso. O comunicado de risco divulgado pelo Governo do Estado ratifica que os públicos formados por idosos e crianças estão mais suscetíveis à hospitalização e ao desenvolvimento de formas graves da doença.

 

COMO PROCEDER

Pessoas apresentando sintomas devem procurar o mais breve possível um serviço de saúde em busca de diagnóstico e tratamento médico adequado. Os indícios de alarme são febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço, dor no fundo dos olhos, manchas na pele e coceira. No que tange à prevenção, a principal providência é combater o vetor, eliminando focos de mosquito todas as semanas, pois o ciclo de ovo do mosquito é de sete dias. Cuidados como uso de repelentes corporais e inseticidas para ambientes, mosquiteiros, telas nas janelas e fechar a casa cedo são importantes. Adotar a limpeza das áreas externas de residências e estabelecimentos comerciais, eliminando focos de água parada seja em objetos ou plantas, são as principais medidas de combate à circulação do Aedes aegypti



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