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Ciclistas de Canoas cruzam Cachoeira do Sul em jornada épica rumo ao Pacífico

Os primeiros quilômetros da expedição de cinco ciclistas de Canoas, que se propuseram a cruzar a América do Sul de bicicleta, já ficaram para trás — e Cachoeira do Sul foi uma das paradas dessa jornada de 2.600 quilômetros.


O grupo, formado por Roberto Borba Hartmann, Carlos Afonso Schuch, Hermes David Ramos, Oraci Vieira Soares Junior e Jair Mário Cardoso, pernoitou na cidade na noite de segunda-feira (14), acampando nas proximidades do Posto Papagaio, às margens da BR-290.


Eles partiram de Tramandaí, no litoral gaúcho, no dia 12 de outubro, e têm como destino final Viña del Mar, no Chile, passando ainda por Uruguai e Argentina. A previsão é concluir a travessia até 20 de novembro, unindo simbolicamente as areias do Atlântico às do Pacífico.


Os aventureiros pedalam, em média, 80 quilômetros por dia, começando pela manhã e encerrando ao entardecer. Em relato enviado durante a passagem por Cachoeira, um dos ciclistas descreveu os desafios do trecho:

“Tivemos dois BOs com pneus, acostamento muito ruim, muita carreta, mas chegamos bem. Conseguimos um local coberto no posto, com energia elétrica, onde fizemos nossa janta — feijoada em lata e bisnaguinha — e a noite foi boa.”

Após o descanso em solo cachoeirense, os ciclistas retomaram o percurso rumo a Cerrito Novo, em São Sepé, distante cerca de 100 quilômetros.

A expedição, planejada há cerca de dois anos, simboliza mais do que uma travessia: é um teste de resistência, união e superação pessoal. Para os participantes, a jornada representa o desejo de viver o cicloturismo em sua essência, explorando culturas, paisagens e conexões humanas ao longo do caminho.


Cachoeira do Sul foi, assim, um marco importante no início dessa travessia continental — uma pausa estratégica que reforça o espírito de aventura e a perseverança de quem transforma o pedal em modo de vida.


 
 
 

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