• Da Redação

Cobras assustam moradores dos bairros Universitário e Marina


Foto: Divulgação


Com as altas temperaturas e a falta de chuva, o número de aparecimento de cobras aumentou consideravelmente pelos bairros do município. Na quinta-feira, 12/03, três cobras (de espécie não identificada) apareceram na Rua Santos Filho no bairro Universitário, nesta sexta-feira, 13/03, mais duas cobras Cruzeiras (Bothrops neuwiedi) apareceram. O fato vem assustando muitos moradores, já que muitas crianças pequenas moram no local. Segundo as moradoras, os animais estão habitando um terreno baldio nas proximidades.


"Aqui na Santos Filho moram cinco crianças, fizemos um protocolo na Prefeitura para que o proprietário deste terreno fizesse uma limpeza no local. Estes animais oferecem perigo para a comunidade", afirmou a moradora.


Bairro Marina


Na noite desta sexta, foi a vez de uma Cruzeira aparecer na Rua Joaquim Vidal no Bairro Marina. Segundo uma moradora do local, as cobras habitam uma sanga nas proximidades.


"Tomamos um susto muito grande ao encontrar a cobra dentro de casa. Aqui na vizinhança, moram cerca de oito crianças, ficamos preocupados", destacou a moradora.


Saiba mais


A cobra Cruzeira é uma serpente conhecida pela fama de perigosa. Das regiões Sul e Sudeste ao Centro-Oeste, corre o ditado: “a cruzeira, quando não mata, aleija”. A preocupação não é à toa: as ocorrências com serpentes do gênero Bothrops representam 90% dos acidentes ofídicos notificados no Brasil.


No entanto, é importante entender que a composição do veneno varia entre as famílias, gêneros e espécies: misturas complexas de enzimas e polipeptídeos, as secreções liberadas pelas serpentes são decorrentes de variações geográficas, sexuais e sazonais. Dessa forma, problemas como edemas, hemorragias e necrose não são sintomas característicos de todos os acidentes com serpentes.


A Cruzeira, por exemplo, tem veneno pouco ativo quanto às atividades enzimáticas, de forma a possuir baixa atividade hemorrágica e necrosante nas ações locais.


Atenção


Apesar do veneno não ser tão perigoso quanto o de outras serpentes, é importante evitar aproximação com a Cruzeira. Isso porque, por ocupar vários tipos de habitat, não existem informações suficientes para afirmar que o veneno da espécie seja semelhante ao longo da sua distribuição.


No Rio Grande do Sul, o animal é responsável por acidentes com humanos com certa frequência.


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