• Da Redação

Começa a colheita de noz pecã em Cachoeira do Sul

A colheita para a safra 2020/2021 de noz pecã em Cachoeira do Sul está começando essa semana. A Divinut é a maior compradora de noz-pecã da América do Sul e possui o maior viveiro de mudas de raíz coberta do mundo.

A expectativa, segundo Edson Ortiz em entrevista à TV Cachoeira, é de que o Brasil retome a quarta posição em ranking mundial, após as perdas de 2020. "2019 foi uma safra muito boa, recorde até então, enquanto 2020 foi das piores, com recorde negativo devido à problemas climáticos que comprometeu muito a safra. Para 2021, temos a expectativa de um novo recorde e uma safra maravilhosa, já que o clima colaborou bastante, onde na maior parte das regiões não tivemos estiagens que estavam previstas", ressalta.


O Rio Grande do Sul possui mais de 70% de área cultivada de noz-pecã do Brasil, sendo o maior produtor do país. São cerca de 10 mil hectares de área cultivada no estado, sendo que 4,5 mil hectares estão produzindo. Menos da metade do pomar plantado já está em produção e novos pomares estão sendo plantados.


"Dentro de pouco tempo, nos próximos anos já teremos uma participação importante na economia de Cachoeira, do estado e do país. Temos uma perspectiva sólida de exportações. Nos últimos três anos, segundo levantamentos, foram 600 mil novas mudas a campo, sendo uma importante parcela dessas mudas oriundas de Cachoeira. Temos um cenário de muitas mudas indo a campo, mas temos um tempo entre o plantio e o início da produção. Após plantio em três anos começa a dar as primeiras frutinhas. Mas a produção comercial mais significativa é a partir do quinto ano e então só vai crescendo a cada ano. A meta futura é a exportação do produto no Brasil", destacou Ortiz.


Cachoeira é considerada há alguns anos a capital sulamericana da noz-pecã, o principal polo da América do Sul quando se fala na fruta.


A safra 2021 deverá alcançar a marca recorde que 4.500 toneladas, número superior à marca histórica alcançada em 2019 quando foram colhidas 4 mil toneladas da fruta. A secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, na ocasião representando o governador Eduardo Leite, comemorou a safra recorde de noz-pecã no Estado. “Ver a força e a coragem dos nossos produtores na ponta e ver que nós estamos tendo uma colheita recorde da noz-pecã no nosso Estado nos orgulha muito, nos incentiva muito a fazer o nosso trabalho com muita responsabilidade e sensibilidade a esse setor”, disse a secretária Silvana.


O presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, lembrou que este é um ano especial para a agricultura gaúcha, onde várias culturas deverão ter safra recorde como a soja e a noz-pecã. “Este será um ano importante para a agricultura no Rio Grande do Sul. Com uma excelente produção a agricultura irá irrigar a nossa economia, dando condições de desenvolvimento ao tripé de sustentabilidade que são os setores econômico, social e ambiental”, destacou Sandri.


A superintendente Federal de Agricultura no RS, engenheira agrônoma Helena Rugeri, destacou que o setor da noz-pecã “se encaixa bem como produção com sustentabilidade” por produzir alimento de qualidade e contribuir com as questões ambientais. A engenheira agrônoma anunciou, ainda, que o Ministério da Agricutlura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está avaliando a criação de um padrão de qualidade mínima para a noz-pecã para a comercialização. “Este estudo será submetido a todo o setor produtivo. É muito importante que o setor opine e discuta esta normativa.”


“Temos a satisfação de participar de fazer parte da abertura da maior colheita de nóz-pecã da história. Essa é uma oportunidade ímpar para reforçarmos os três pilares de atuação do IBPecan: qualidade, produtividade e valor”, lembrou o presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Demian Segatto da Costa, que reforçou a importância de aumentar a produtividade por hectare para que o setor continue crescendo. Segundo ele para entregar ao consumidor um produto de qualidade é “essencial o uso de boa técnica desde a escolha e preparo da área, passando por mudas de boa qualidade, manejo nutricional e de pragas, irrigação e os devidos cuidados com a colheita”.


O pecanicultor Cleiton Wallauer, de Cachoeira do Sul, acredita que a nóz-pecã é um produto saudável e que tem grande apelo de consumo. “A noz também é uma grande oportunidade para o agricultor familiar que queira ter uma renda extra dentro da sua propriedade”, comentou Wallauer.


Cachoeira do Sul é o maior produtor de noz-pecã no Brasil, com mais de 1.000 hectares plantados, e onde está localizado o maior pomar privado da América latina, com 700 hectares. “Nos também fazemos a industrialização da noz, o que traz geração de renda e emprego. Diretos são 150 pessoas empregadas, e chegam a 500 postos durante a colheita”, salientou o prefeito de Cachoeira do Sul, José Otávio Germano.


Durante a Abertura da Colheita da Noz-Pecã, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso de Oliveira, fez o lançamento do Zoneamento Edafoclimático para a Cultura da Nogueira Pecã. “Esse zoneamento define as regiões com maior potencial produtivo e de menor risco, sendo útil ao setor bancário, mas principalmente aos produtores rurais. Assim são definidas as melhores regiões do Sul do Brasil para o cultivo, com base em sustentabilidade”, revelou de Oliveira.

Foto: Divulgação


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