• Da Redação

Comunidade se solidariza com cachoeirense que luta por sua casa na justiça

A cachoeirense Tatiane Souza está lutando na justiça para obter a sua casa de volta, onde reside e trabalha desde 1996, localizada no Bairro Marina, zona norte de Cachoeira do Sul. No momento, a esteticista e massoterapeuta está com uma ordem de despejo compulsória contra ela que ainda não possui data certa. Tatiane está na Justiça com advogados para recorrer da decisão.


O desabafo da cachoeirense ocorreu na noite de terça-feira, 13 de julho, quando ela publicou um vídeo bastante abatida relatando toda essa história e rapidamente viralizou, obtendo centenas de comentários e compartilhamentos de cachoeirenses solidarizados com a história e a causa pessoal exposta. Devido o ocorrido, muitas pessoas se uniram, criaram um grupo no WhatsApp denominado "A Casa é da Tati", programaram uma carreata e uma oração em frente à sua residência na manhã de sábado, 17, tudo com o objetivo de pedir justiça pelo o que está acontecendo com ela. Tatiane reside e trabalha no local.


O problema começou em 2009, quando Tatiane atrasou os impostos do imóvel por motivos de saúde. Ela conta que a Prefeitura lhe mandou notificações de atraso algumas vezes, e acabou leiloando o terreno, já que a casa não era averbada. "Eu até então não sabia de nada e no final de 2009 fui até a Prefeitura para tomar conhecimento do quanto eu devia, para então fazer um parcelamento. Lá, me disseram que a casa tinha sido leiloada. Então eu me assustei e falei com o advogado Eduardo Proença, que então entrou com um processo e ao mesmo tempo continuei pagando todos os impostos", destaca.


Após esse fato, Tatiane conta que teve uma audiência no Fórum em 2014, com ela, o seu advogado e mais três advogados da Prefeitura e na ocasião, ficou acertado que o arrematador poderia recolher o seu dinheiro e que ficaria tudo certo. "Até então imaginei que ficaria resolvido já que eu tinha quitado as dívidas. Então continuei minha vida, reformei toda a casa. Tudo ia bem até que no ano passado, no dia 6 de abril o arrematador ligou e me questionou se eu queria comprar a minha casa. E eu disse, como assim, se essa história acabou em 2014? Ele disse: "Não, eu recorri. Eu imaginei que tu não soubesse". Portanto, ele ficou seis anos trabalhando com o meu processo na Justiça e eu não tive defesa alguma. A Justiça entende que o meu advogado sabia disso, só que se isso for verdade, ele nunca me procurou, nunca disse nada sobre esse assunto, nem mesmo recebi alguma intimação de que o processo tinha continuado. Então para mim foi um susto", frisa Tatiane.


A cachoeirense conta que contratou outro advogado, que entrou na Justiça pedindo a anulação do leilão. "Estamos desde 2020 com esse processo tramitando. Nesse período, o arrematante conseguiu com a justiça uma ordem de desejo compulsório contra mim, ou seja, querendo ou não, terei que sair daqui. Mas não tem como, quem me conhece sabe que não tenho onde morar e trabalhar. Resido aqui desde 1996, não tenho outra casa, não tenho carro e nada mais no meu nome", explica.


A esteticista salienta que por essa razão é que está clamando para que a Justiça entenda a sua situação com outros olhos ou que esse cidadão que arrematou a sua casa, consiga entender que ela não tem onde morar e trabalhar, para que desista desse processo e recolha o seu dinheiro que está na conta judicial. Sendo assim, ambos não ficariam prejudicados. "Espero que a Justiça e esse cidadão entendam a minha situação. Ele pagou R$ 21 mil pelo terreno na época e a casa ele estaria ganhando de brinde, sendo que ela vale R$ 300 mil hoje. É muito injusto, qualquer pessoa que ficar sabendo dessa história vai entender dessa forma. Portanto, meus advogados estão tentando reverter o mandato de despejo e tem um processo tramitando na Justiça pedindo a anulação do leilão", afirmou Tatiane.




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