Crise bilionária na Cotribá gera insegurança e mobiliza produtores por negociação
- Lenon Quoos

- 17 de abr.
- 2 min de leitura
A crise financeira enfrentada pela Cotribá, uma das mais tradicionais cooperativas agrícolas do Rio Grande do Sul, tem causado crescente preocupação entre produtores rurais. Com um passivo bancário que ultrapassa R$ 1,5 bilhão, além de atrasos nos pagamentos, queda no faturamento e venda de ativos, a instituição atravessa um dos períodos mais delicados de sua trajetória.
O cenário se agravou após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que suspendeu, em dezembro de 2025, a tutela cautelar que protegia a cooperativa de cobranças e execuções judiciais. Desde então, aumentou a apreensão de agricultores que já entregaram sua produção, especialmente soja, e ainda não receberam os valores devidos.
De acordo com o advogado Émerson Ferrari, que representa produtores rurais, a crise é resultado de uma combinação de fatores. Entre eles, estão eventos climáticos extremos, como secas e chuvas intensas nos últimos anos, além de problemas financeiros e falhas administrativas acumuladas ao longo do tempo. A inadimplência de produtores que possuem dívidas com a cooperativa também contribuiu para o agravamento da situação.
Apesar do cenário preocupante, há expectativa de avanço nas negociações. No dia 7 de abril, Ferrari participou de uma reunião com o presidente da Cotribá, Carlos Waldemar Wilke Diehl, além de acompanhar uma assembleia da cooperativa, onde foram discutidas alternativas para viabilizar o pagamento aos produtores.
A principal estratégia defendida é a mobilização coletiva. Segundo o advogado, a união dos produtores pode fortalecer o poder de negociação e aumentar as chances de recuperação dos valores pendentes.
A expectativa agora é de que, nos próximos meses, haja definições mais claras sobre como será feita a regularização dos débitos, trazendo maior segurança aos agricultores afetados.

Produtores rurais se mobilizam diante da crise financeira da Cotribá e cobram soluções para garantir o pagamento da produção entregue.















Comentários