• Da Redação

Hilton De Franceschi | Cortina de Fumaça

Está só pela caneta do presidente Bolsonaro, que sofrerá muita pressão, o veto ou a sansão a alguns artigos da lei das licitações que vai desobrigar os estados e as prefeituras de dar publicidade a respeito das contratações em obras e serviços das respectivas administrações públicas em todo o país.


É justo e compreensível que os órgãos de imprensa, enquanto empresas privadas lutem por esses generosos recursos públicos. Só não podem é subestimar as nossas inteligências, usando dos argumentos de que essas publicações evitam fraudes, superfaturamentos e direcionamentos em contratos feitos entre o ente público e o setor privado.


Com tantos escândalos, que nos acostumamos, infelizmente, a ver e ouvir todos os dias, nos últimos anos, justamente por conta das obras superfaturadas, absurdamente direcionadas e fraudulentas, mesmo com a ampla divulgação dos veículos de comunicação, sustentar agora que os bilhões de reais para publicidade servem como fiscais do povo, isso mais parece um deboche.



O presidente fala em direcionar todo essa montanha de dinheiro para obras sociais, já as empresas apelam para o interesse público.


Mesmo para quem não da à devida importância à politica, ou não nutrem qualquer simpatia aos atos do presidente Bolsonaro entende o abismo que existe entre os dois argumentos.


Para os opositores, a proposta de economizar esse dinheiro para investir em ações nas comunidades que mais necessitam, não passa de uma demagogia do governo federal. Até pode ser. Mas argumentar que há na publicidade um interesse público de relevância ainda maior, eu só posso atribuir, como uma grande cortina de fumaça.


Uma boa semana a todos.



Hilton De Franceschi

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