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Hilton De Franceschi | Escola padrão, sem padrão

O nosso governador, Eduardo Leite, candidato a presidência da república nas próximas eleições, anunciou investimentos bilionários para o programa denominado Avançar na Educação. Claro que devemos todos nós celebrar a iniciativa e a sensibilidade do governo gaúcho em investir significativos recursos em um projeto que busca qualificar o ensino público no estado.


No entanto, não é razoável que a sociedade aceite o que está sendo proposto, sem questionar, só porque a causa é nobre. Até porque o que se percebe é que os investimentos, mais significativos, serão os visíveis aos olhos de quem vai passar por perto das estruturas denominadas escolas-padrão. No seu interior, os modernos computadores, não darão o padrão nem a motivação necessária aos alunos e professores.


O projeto propõe uma ajuda financeira a partir de R$ 200 reais, para os professores e gestores de escolas, como incentivos a buscarem cursos de formação, em horários alternativos e, bolsas de estudos aos alunos como forma de reduzir a evasão escolar, como se essas fossem as razões da desmotivação dos professores e da reprovação ou desistência dos alunos.


Os estudos apontam que 30% dos alunos da rede pública estadual estão em idade escolar atrasado e que 75% desses alunos apresentam algum problema no seu sistema visual que o impedem de acompanharem as aulas, mas as causas continuaram sendo ignorados e esses inocentes tratados pelas autoridades como cidadãos de segunda classe.


Com a obrigatoriedade dos estudos remotos, por óbvio, as dificuldades desses alunos se multiplicariam e como consequência haveria um número proporcionalmente maior de jovens abandonando às escolas, algo que era previsível e que infelizmente se confirmou.


Assim como, com a compra de computadores para as - escola-padrão - é natural que cada vez mais vamos ver alunos sendo desestimulado à leitura ou com baixo nível de concentração e dificuldades de memorização por conta de um fenômeno chamado de pseud. miopia ou excesso de acomodação provocado justamente pela nova tecnologia, caso não seja tomada as devidas providências.


No entanto, as autoridades continuarão oferecendo dinheiro a esses pobres inocentes, já traumatizados por bullying, praticados por colegas, professores e não rara às vezes pelos próprios pais, que já os convenceram de que eles são mesmos muito burros. Lamentável.


Tenham todos uma boa semana.


Hilton de Franceschi.




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