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Igor Noronha | Giro da Semana

TRANSPORTE COLETIVO Não apenas a partir do que foi revelado pelo Ministério Público, na operação Fandango, mas somente com muita ingenuidade se acreditaria que não haveria contato entre o concedente (Prefeitura) e a concessionária do serviço em Cachoeira do Sul. No prazo para a oferta de propostas, somente uma, a própria. Em curso a fase de habilitação e paralelo a isso, a investigação deflagrada pelo MP. Eventualmente condenada, a empresa de ônibus local fica impedida de contratar com o município. Já esperamos décadas e nesta hora, apesar da urgência daquela que nunca foi a promessa número um do prefeito JOG, um pouco de paciência não faria mal algum.

TRÂNSITO NOSSO DE CADA DIA Com o bicicletário na Sete de Setembro, se renovou-se a discussão sobre o estacionamento rotativo que há muito tempo fica no vai e vem de projetos enviados e retirados ou rejeitados na Câmara. De qualquer forma, o pedestre é a prioridade no trânsito e as formas mais sustentáveis e eficientes de transporte têm (deveriam ter) preferência. Sigo achando que quem usa o espaço público (vagas para estacionar) como se seu fosse deve pagar.

OS RECURSOS DO ROTATIVO Poderiam servir para bancar melhorias nas ruas, como sinalização e pavimentação. Poderia também subsidiar o transporte coletivo urbano, cujo setor em todo país vive enorme crise. Com um contrato bem feito, eliminando os interesses das aves de rapina que estão sempre de olho no cofre público, por que não?

FISCALIZAÇÃO O impacto financeiro é requisito à aprovação de qualquer projeto que aumente salário no serviço público. Quando o olho do parlamento é vendado pela quantidade de vínculos que os vereadores têm com o Prefeito surge a ação do Ministério Público. De uns tempos para cá, tem sido muito boa, me fazendo rever posições contrárias já externadas aqui.

DANOS DA CORRUPÇÃO A queda no índice de gestão administrativa e fiscal é o reflexo do que vem sendo investigado pela operação Fandango. Em 497 municípios gaúchos ocupamos a constrangedora 389ª posição. Com o recurso público escorrendo para o bolso de ocupantes de cargos públicos, sobra quase nada para investir na melhoria da vida da nossa gente.

EXTENSÃO Parceria do Corede Jacuí-Centro com a UFSM na promoção de ações de Extensão Universitária promete ser uma fonte de boas alternativas às necessidades das cidades da região.

BRASÍLIA Estive na capital Federal acompanhando o Reitor da UERGS. Fomos à Bancada Gaúcha e no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) sensibilizar os parlamentares para que continuem a enviar recursos para a Universidade Pública Estadual. No fundo fomos tratar de encaminhamentos sobre 3 projetos nas unidades em Cruz Alta, São Francisco de Paula e São Luiz Gonzaga. O recurso federal é fundamental para continuidade das atividades da UERGS. Ano após ano o valor destinado no orçamento do estado para investimento é praticamente zero.

DEPOIS DO 08 DE JANEIRO A segurança na entrada dos prédios público na capital da República ficou reforçada, muito diferente da última vez que fui, em 2017. Porta com detectores de metal, esteira com equipamento de raio x, vistorias, etc.

EAD EM NÚMEROS O censo da educação superior divulgado pelo Ministério da Educação trouxe dados interessantes. Em 2018 de cada 100 alunos, 40 estavam matriculados na modalidade. Em 2020 subiu para 53 e em 2022 pulou para 65. 65% dos alunos que cursam licenciaturas fazem-na à distância.

LICENCIATURAS Foram os cursos mais fechados pelas universidades privadas na pandemia e no pós-pandêmico. Com a possibilidade de aporte de recurso público estadual voltaram a oferecê-las. Com dinheiro público é fácil ser dono de negócio.


Igor Noronha de Freitas.

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