top of page
  • Foto do escritorDa Redação

Inscrições para programa Bola Pra Frente só para fila de espera


O projeto Bola Pra Frente, desenvolvido pela Prefeitura de Cachoeira do Sul através da Secretaria Municipal de Inclusão Social, atende a crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, proporcionando treinos de futsal de forma gratuita. O sucesso do projeto foi tamanho que em menos de três meses a sua capacidade limite já foi alcançada. Atualmente, o CRAS Cidadania é o único centro que possui vagas disponíveis. Os demais CRAS estão recebendo inscrições para suas listas de espera, já que ocasionalmente ocorrem desistências, e nesses casos, são convocados os suplentes.

Os grupos, que funcionam nos três Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) do município, no total contam hoje com mais de 150 alunos, entre meninos e meninas que veem no futebol uma porta de entrada na inclusão social, aliada a direitos de cidadania.

Os CRAS ficam situados nos bairros Frota (CRAS FROTA, na Rua Ramiro Barcelos, nº2092), Tibiriçá (CRAS Cidadania, Rua Gregório da Fonseca, 720) e Marina (CRAS Zona Norte, na Rua Cândida Fortes Brandão, nº 1149). Em breve, a SMIS planeja inaugurar o CRAS Acolher, no Bairro Bom Retiro, para aonde o projeto também será estendido.

O CRAS Frota possui três grupos, o CRAS Cidadania, dois grupos, e o CRAS Zona Norte possui um grupo. Também as comunidades indígenas da Cultura Guarani, situados à beira da BR 153 também possuem um grupo de futebol, porém a quadra é demarcada em espaço de chão batido.

Os grupos participantes do projeto são acompanhados in loco por equipes especializadas dos CRAS durante a realização das atividades. As crianças e jovens também recebem lanches nos intervalos. INCLUSÃO SOCIAL Luis Fernando Godoi, secretário municipal de Inclusão Social, destaca que além de significar saúde e lazer, atraindo mais as crianças para perto dos serviços oferecidos pela Prefeitura, o futebol é um também um meio de transformação e inclusão social, na medida em que reforça os vínculos seja com a família, seja com a escola e ainda com as comunidades em que os jovens estão inseridos. “Por se tratar de uma paixão nacional, tanto para meninos quanto para meninas, projetos socioesportivos realizados por meio do futebol ajudam não só a reforçar a pluralidade do esporte como também sua capacidade de unir a todos. É um instrumento de gestão fantástico, que tem sido fundamental para fomentar o esporte como indutor de desenvolvimento social aqui em nossa cidade”, acrescenta o secretário. FORMAÇÃO DE CIDADÃOS O treinador da garotada, David Bonugli, coordenador desportivo da Smis, explica como são realizadas as atividades. Ele ressalta que, além da técnica esportiva, procura desenvolver valores e habilidades nas crianças atendidas. “Mais do que atletas o projeto procura formar cidadãos. A disciplina, o trabalho em equipe e a organização por meio do esporte são algumas das pautas apresentadas às crianças e jovens, que cuidam do aspecto físico como também trabalham a psicomotricidade através dos exercícios e do treinamento realizado em quadra”, disse Bonugli. “O futebol é uma ótima estratégia para trazer as crianças para dentro dos CRAS, tirando esses meninos e meninas das ruas. Na minha família o esporte sempre esteve presente, tenho consciência que algo é muito enriquecedor”, comenta a diretora Carin Ache. INSCRIÇÕES

Os interessados em participar do projeto devem comparecer a uma das unidades CRAS do município, das 8h às 12h ou das 13h30 às 17h30, com documentos básicos em mãos e acompanhados de um responsável maior de idade. Contudo, como não há vagas de imediato as inscrições são para fila de espera, quando os suplentes são chamados no caso de haver desistências ou algum outro tipo de impedimento. POR QUE PARTICIPAR DO BOLA PRA FRENTE? Estéfani Brito Freitas, 13 anos - estudante da Escola Municipal Dora Abreu, conta que desde começou a caminhar já gostava de brincar com bola, quando começou aos poucos a jogar na companhia dos irmãos e da mãe. Ela é flamenguista e tem como fã a jogadora multicampeã Marta. . Seu sonho é ser jogadora profissional e chegar à seleção brasileira, para dar um futuro melhor à sua família.

Estéfani Brito Freitas

Alana Rodrigues Pontes, 14 anos - estudante da Dora Abreu, disse que começou a jogar com os tios, depois, no ano passado, começou a treinar no Projeto Social Gauchinho, que existe há anos em Cachoeira do Sul. Antes, ela falou que já queria participar do projeto social do Botafogo, mas sua mãe era muito protetora e não quis autorizá-la. Ela é fã de Marta e Neymar e também sonha em virar atleta profissional. Alana acrescenta que está se adaptando melhor no futsal do que no campo.

Alana Rodrigues Pontes

Dalessandro Macedo Brito, 12 anos - também estudante da Dora Abreu, disse que a paixão pelo futebol começou desde bem pequeno assistindo jogos do Internacional acompanhando seu pai. Ele afirma que é torcedor fanático do Inter e um dia sonha em ser atleta profissional do clube, como ponta direita. Também sonha em dar um futuro melhor para sua família e um dia chegar a ser convocado para a seleção brasileira.

Dalessandro Macedo Brito

Foto/Texto: Cristiano Lima - Ascom Smis


Comments


bottom of page