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Interdição da Ponte do Fandango é adiada para outubro devido à licitação das balsas

A interrupção do tráfego na Ponte do Fandango, prevista inicialmente para ocorrer após o dia 20 de setembro, foi adiada para outubro. A mudança no cronograma se deve à necessidade de conclusão da licitação das balsas que farão a travessia de pedestres e veículos durante as obras.


O prefeito Leandro Balardin explicou que a ponte não será bloqueada enquanto não houver garantia de que duas balsas estarão disponíveis para atender a comunidade de forma gratuita. A licitação, marcada para o dia 19 de setembro, precisa cumprir todos os prazos legais, incluindo recursos e homologação da empresa vencedora, antes da operação das embarcações.


O cronograma das obras também sofreu impactos devido às enchentes recentes, que atrasaram alguns serviços estruturais. Além disso, a Prefeitura estuda planos alternativos, incluindo a instalação de uma balsa no lado superior do rio e ações de dragagem no ponto de travessia, para garantir a navegabilidade e reduzir impactos à população.


Segundo Balardin, na próxima quarta-feira, dia 17 de setembro, haverá uma reunião junto ao DNIT para alinhar detalhes finais e garantir que o fechamento da ponte só ocorra com segurança e transparência para a comunidade.


“Temos a palavra da autoridade máxima do município de que não haverá fechamento sem comunicação prévia e garantias de travessia. Estamos cobrando e fiscalizando cada etapa para evitar transtornos à população”, afirmou o prefeito.


INVIABILIDADE DE DUAS BALSAS

Como já noticiado pelo Fatos 24h, o proprietário da Balsa Deusa do Jacuí, Adroaldo Couto, alerta que será praticamente impossível a sua empresa Estaleiro Couto atender aos requisitos. Segundo ele, a balsa que possui já cumpre todos os requisitos técnicos do DNIT, incluindo capacidade para 21 veículos e 63 passageiros, área de 546 m² e 245 toneladas de carga.


O problema, explica Couto, é que operar duas balsas no mesmo atracadouro é perigoso. “Em dias de vento forte, as embarcações se movimentam lateralmente. Diferente de veículos que só vão para frente e para trás, não há como controlar a posição das balsas, e o risco de colisão é grande”, afirma. Ele também relata que tentou encontrar outra embarcação para atender ao edital, mas não encontrou alternativas viáveis no Estado.


A situação gera um impasse: o DNIT exige duas embarcações para a travessia, mas as condições do atracadouro e a disponibilidade de embarcações tornam a execução praticamente impossível.


As intervenções na Ponte do Fandango, iniciadas em novembro de 2023, incluem elevação do vão metálico e construção de uma nova estrutura de concreto, com previsão de conclusão em quatro a cinco meses, prazo que pode ser alterado conforme o nível do Rio Jacuí.


O impasse técnico e logístico acende um alerta sobre a necessidade de ajustes no edital do DNIT, para que a travessia fluvial seja realizada com segurança e eficácia, sem comprometer o transporte de veículos e pedestres durante a interdição da ponte.


 
 
 

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