• Da Redação

Jaqueline Machado | 20 anos sem Chico Xavier

A data de quinta-feira, 30 de junho, foi marcada pelas lembranças de alguém muito especial que partiu há 20 anos. Seu nome: Francisco Cândido Xavier.


Ele nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 2 de abril de 1910. Filho de João Cândido Xavier e Maria João de Deus. Teve uma infância difícil. Ficou órfão de mãe com apenas cinco anos de idade, sofreu nas mãos de uma madrasta que o castigava por tudo, cursou apenas o primário. Foi caixeiro de armazém e modesto funcionário público.


Apesar da vida sofrida, e de toda a sua simplicidade, Chico Xavier, como era chamado por todos, foi um “escolhido”.


Criança bondosa, sensível. Dizem que as suas visões tiveram início aos quatro aninhos de idade. Ele ouvia as vozes do além.


Conversava com o espírito da sua querida mãezinha. Psicografou no quadro negro da escola, deixando a professora boquiaberta com o que vira. Foi aconselhado por um padre a não dar ouvidos aos espíritos. Mas seu coração sabia que aquele caminho não era um caminho contrário a Deus: o caminho da sua espiritualidade, era um caminho de luz. De muita luz!


Em 1927, o jovem Chico passa a receber poesias e mensagens. E desde então nunca mais parou de receber os mais diversos tipos de escritos. Numa de suas orações noturnas, o seu humilde quarto se iluminou. De repente, as paredes começaram a refletir a luz de um prateado lilás.


Seus olhos buscaram ver o que estava acontecendo. Então ele percebeu a presença de uma senhora, de agradável presença, que irradiava luzes ao seu redor. Ela se apresentou em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. E solicitou a Chico o seu auxilio em favor dos pobres. Ele era humilde, vivia com pouco, mas atendendo ao pedido da Santa, se projetou a fazer a distribuição de pães aos que eram mais carentes do que ele.



Nunca usou o dinheiro dos livros em beneficio próprio. Pregou a caridade, a paz e o amor.


Libertou as pessoas de suas obsessões, curou enfermidades do corpo e da alma. Foi amigo dos animais, da natureza. Transformou quase nada em um jardim repleto de esperanças. Mesmo assim, sofreu perseguições. Quanta injustiça! Ele dedicou a vida a trabalhar na caridade, pois sabia que sem caridade, não há salvação. Chico sempre acolheu a todos.


Foi amigo, irmão, pai de uma nação inteira. Nação essa que sorria contente no dia do seu desenlace material, pois já estava escrito que o nobre Xavier partiria no dia em que os brasileiros estivessem felizes. E foi no dia em que a Seleção Brasileira conquistou o Penta, que ele foi para o céu.


Esse homem brilhante nos deixou a lição de que ninguém precisa ter muito para fazer o bem. A lição de que tudo o que um ser humano precisa para servir a seu semelhante, é um bom coração.


A humanidade de hoje, tem muito o que aprender com esse Chico maravilhoso que, sensível e dotado de empatia, entendia que todo milagre surge do sentimento de fé, humildade, e amor.





Jaqueline Machado

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