top of page
  • Foto do escritorDa Redação

Jaqueline Machado | A Metamorfose

A novela "A Metamorfose", de Franz Kafka, segundo minha análise, é um quadro descrito em letras, que retrata a realidade da falsidade em toda a sua feiura, travestida de boa moça.


A incipit da história atiça a curiosidade dos amantes da literatura e diz assim:

“Quando Gregor Sansa despertou certa manhã, de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.  


A espécie de inseto que o protagonista se transformou não é dita pelo autor, embora muitos digam que o inseto é uma barata gigante. 


Gregor mora com seu pai, sua mãe e sua irmã. Trabalhava como caxeiro-viajante e sustentava a família. Mas depois do estranho acontecimento, ficou perceptível que as pessoas do seu lar mudaram seu status de bom rapaz por “fardo familiar”.

 

Antes, ele era o provedor da casa, depois, tornou -se um inseto nojento que só podia movimentar-se, e movimentar-se mal, em sua cama e pelas paredes do próprio quarto. A irmã colocava os pratos de comida por debaixo da porta do quarto dele. E seus pais temiam se aproximar de sua nova versão.


Esta história também é uma parábola que descreve o que acontece com as pessoas idosas deixadas de lado por familiares, e com as pessoas com limitações físicas ou mentais, que sofrem por causa da rejeição dos que têm por dever cuidá-las e amá-las, mas lhes negam até mesmo cuidados básicos. 


Kafka, com seu brilhantismo, consegue descrever nessa obra, que nem todo mundo é mau, mas que existe muita gente que só trata bem o seu semelhante quando ganha algo em troca. E depois, se a pessoa não possui mais nada a oferecer, passa a ser desprezada e cancelada pela família e pela sociedade em geral. 


Antes, Gregor era uma joia rara. Depois virou um imprestável que morreu sozinho. E foi varrido e colocado no lixo.


Jaqueline Machado.





Comments


bottom of page