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  • Lenon Quoos

Modelo cívico-militar não é solução, mas escolas que aderirem terão apoio, diz Leite

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse nesta quinta-feira em entrevista ao programa Agora, da Rádio Guaíba, que o modelo de escolas cívico-militares não é uma solução educativa no Estado, mas as escolas que avaliarem como positiva a mudança para esse sistema terão apoio. Na análise do chefe do Executivo Estadual, outras pautas, como instituições de ensino em tempo integral, investimentos em tecnologia e infraestrutura, são mais importantes de serem discutidas no momento.


As escolas cívico-militares têm a administração compartilhada entre militares e civis. São diferentes dos colégios militares, mantidos com verbas do Ministério da Defesa ou da Polícia Militar local e com autonomia para montar o currículo e a estrutura pedagógica.


Leite teve uma movimentação diferente do governo federal em relação ao assunto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resolveu encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), uma das prioridades do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão da gestão de Lula, contudo, não significa que o modelo vá ser proibido no Brasil.


Os caminhos distintos sobre o tema geraram polêmica envolvendo o governador e o ex-deputado federal Jean Wyllys. O ex-parlamentar chegou a afirmar por meio das redes sociais que Leite é "um gay com homofobia internalizada" por decidir manter o modelo cívico-militar no RS. Leite ingressou com representação no Ministério Público, e Wyllys teve de retirar do ar a publicação.


Para o governador, o debate sobre o modelo tem tido apontamentos ideológicos que ele não concorda. "Atacar as escolas cívico militares com ideologias diferentes não é positivo. Elas integram uma metodologia que pode aplicada em diferentes contextos", avalia. A implementação do sistema em larga escala, no entanto, não é vista com bons olhos por Leite, levando em consideração o fato de as instituições de ensino deverem ser vistas de forma pluralizada e o limite de efetivo militar no Estado.

Imagem: Gov RS.

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