• Da Redação

Nilton Santos | Julgue pelas promessas

E chega ao fim a campanha eleitoral mais peculiar da história. Por força da

pandemia o contato entre eleitor e candidato ficou extremamente limitado, o que de certo modo prejudicou a todos os envolvidos no processo eleitoral, mas certas

práticas, infelizmente, perseveram na luta pelo voto. No pré-eleitoral os candidatos

dizem que têm solução para tudo, que fariam melhor do que quem está no poder,

etc. As promessas de campanha são construídas para conquistar o voto, o que é

normal e legítimo.


Contudo, prometer desmedidamente sem apresentar elementos

concretos de como se fará o milagre, além de beirar o estelionato, demonstra o

que pensa o candidato sobre você e eu: que somos uns bobos! Ao refletir sobre

em quem votar, penso que se deve analisar a honestidade da proposta, que

obviamente passa pela possibilidade de ser cumprida.


Quando ouço promessas fantásticas, inviáveis, que precisariam de dinheiro que um município pobre como o nosso nem em sonho terá, tenho a certeza de que o candidato aposta que o eleitor é pouco inteligente, um Zé Mané! Portando, quem acha que você é burro, um trouxa, certamente não merece o seu voto.


O meu, nunca levará! Espero que logo chegue o dia em que os políticos subam no palanque para apresentar fórmulas de como fazer, pois toda a realização não nasce pronta, precisa trilhar longo caminho, o qual o comandante deve conhecer para saber se é possível, com os pés no chão, vencê-lo, passo a passo.


Nilton Santos

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