Ponte do Fandango entra na fase mais complexa com elevação de 3,14m nesta quinta
- Lenon Quoos

- 25 de fev.
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A recuperação da Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, alcança um dos momentos mais técnicos e estratégicos do cronograma nesta quinta-feira, 26 de fevereiro. A partir das 10h, será executado o processo de elevação da estrutura metálica e do tabuleiro, que subirão 3,14 metros. A manobra será realizada com o uso de 12 macacos multicabos, cada um com capacidade para suportar até 300 toneladas.
A intervenção faz parte do plano de readequação estrutural aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O objetivo é aumentar a altura da ponte para evitar que o tabuleiro volte a ser atingido pelo nível das águas do Rio Jacuí, como ocorreu na enchente de maio de 2024.
Canteiro de obras em transformação
Enquanto a elevação é preparada, a retirada das estruturas antigas dos viadutos de acesso entra na reta final. Grande parte das vigas e longarinas já foi desmontada, restando apenas segmentos dos pilares originais. Paralelamente, os novos pilares começam a ser concretados, redesenhando o cenário no entorno da ponte.
O bloqueio total do tráfego, autorizado no início de fevereiro pelo Dnit, permitiu o avanço para a chamada fase crítica da obra — período que concentra as intervenções estruturais mais profundas. A previsão inicial é de aproximadamente cinco meses de interdição.
Modernização e reforço estrutural
Além da elevação, o projeto prevê reforço nos viadutos de acesso, ampliando a capacidade de carga do trem-tipo de 24 para 45 toneladas. Também estão contempladas nova pavimentação e a transferência da passarela de pedestres para o lado direito da pista, possibilitando o alargamento da via sem interferir na operação da eclusa existente.
O investimento, estimado inicialmente em R$ 62 milhões, pode ultrapassar R$ 70 milhões ao longo da execução. A expectativa é de que a obra seja concluída ainda em 2026.
Travessia alternativa e impactos
Com a ponte totalmente interditada, o deslocamento entre o município e a BR-290 ocorre por meio de balsa gratuita, disponibilizada pelo governo federal e operando 24 horas por dia. Nos horários de maior fluxo, o tempo de espera pode ultrapassar duas horas.
O prefeito Leandro Balardin solicitou ao superintendente regional do Dnit, Hiratan Pinheiro, o reforço da operação com uma segunda embarcação, mas até o momento a medida não foi implementada.
Importância logística
A Ponte do Fandango é considerada estratégica para a ligação das regiões Central e Vale do Rio Pardo com as regiões Sul e Oeste do Estado, além de integrar a rota de acesso ao porto de Rio Grande. Para o Dnit, o reforço estrutural é essencial para assegurar o escoamento da produção agrícola, insumos e demais cargas que circulam pelo corredor rodoviário.
Problemas estruturais ao longo dos anos
Construída na década de 1960, a ponte passou a apresentar limitações mais severas em outubro de 2021, quando uma fissura em uma das vigas levou à interdição total e, posteriormente, à adoção do sistema Pare/Siga. Em maio de 2024, uma nova rachadura na cabeceira resultou em nova suspensão do tráfego.
No mesmo período, a cheia histórica do Rio Jacuí submergiu o tabuleiro, evidenciando a vulnerabilidade da estrutura e consolidando a necessidade de elevação no projeto atual. Em fevereiro de 2026, o Dnit autorizou o bloqueio integral para a execução da etapa mais complexa da reconstrução, que agora entra em seu momento decisivo.

















Olá! Sou cachoeirense, mas moro em Santa Maria. Tenho grande apreço por essa ponte do fandango pelas belas lembranças do meu tempo de criança e adolescência. Tenho grande felicidade de ver essa grande obra acontencendo, mantendo e valorizando essa beleza de ponte. Parabéns a todos os envolvidos nessa grandiosa obra! Abraços a todos!