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Pressão do dia a dia: como reduzir o estresse no Sul do Brasil

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 18 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Prazos no trabalho, pressões econômicas, catástrofes climáticas, inverno rigoroso e mudanças no estilo de vida estão entre os fatores que têm intensificado os níveis de estresse entre os moradores do Sul do Brasil. Quando persistente, o estresse deixa de ser algo pontual e pode evoluir para um quadro crônico, trazendo sérias consequências para a saúde física e mental. Nesse cenário, é essencial adotar medidas preventivas e priorizar o cuidado com o bem-estar.

 

De acordo com relatórios internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS), 42% da população afirma conviver com níveis elevados de estresse no dia a dia. Mas, afinal, o que caracteriza esse estado? Segundo a psicóloga da Hapvida, Jeniffer Puls, o estresse é uma resposta do corpo às mudanças no ambiente, funcionando como um mecanismo natural de adaptação e enfrentamento dos desafios cotidianos.


Quando os fatores estressores se tornam frequentes, o quadro pode se transformar em algo crônico. “Nessa condição, costuma acarretar a diminuição da imunidade e facilitar o desenvolvimento de doenças como gripe, herpes e reações alérgicas, além de aumentar a vulnerabilidade a transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout”, reforça Jeniffer.

 

Reconhecer os sinais de que o estresse está impactando a saúde mental também é fundamental, tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Alterações no apetite, distúrbios do sono, tristeza ou irritabilidade constantes, mudanças de comportamento, choro frequente e sensação de esgotamento são alguns dos sintomas que podem indicar a necessidade de atenção.

 

Estratégias simples ajudam a aliviar a tensão do dia a dia. Para momentos de sobrecarga, a psicóloga recomenda pequenas pausas: afastar-se do computador ou dos livros, tomar um banho, conversar com alguém, fazer uma refeição prazerosa, caminhar ou praticar exercícios de respiração e alongamento. “Muitas vezes, o estresse pode estar relacionado à sede, ao cansaço ou à dificuldade em lidar com determinada situação. Por isso, parar alguns minutos, olhar para si mesmo com carinho e descansar faz diferença”, orienta.

 

No Sul, fatores culturais também exercem influência nesse processo. O chimarrão, por exemplo, é símbolo de união e afeto, presente em rodas de amigos, no trabalho e até em momentos de tomada de decisão. A bebida pode trazer calma, aconchego e conexão social, mas, em excesso, pode causar efeitos adversos, como insônia, ansiedade e problemas gástricos, especialmente em pessoas com condições pré-existentes. Já as atividades ao ar livre, favorecidas pela abundância de parques, praias e serras na região, são grandes aliadas no controle do estresse, pois reduzem os níveis de cortisol — hormônio associado à tensão — e aumentam a produção de endorfina, promovendo relaxamento e bem-estar.

 

Para a psicóloga da Hapvida, a principal mensagem no Dia de Combate ao Estresse é clara: é preciso colocar a saúde mental no centro dos cuidados diários. “Toda pessoa é importante. O trabalho, os conflitos e os imprevistos sempre farão parte da rotina, mas reconhecer os próprios limites e respeitar o corpo e a mente é essencial. Cada indivíduo tem seu ritmo e suas necessidades, e priorizar a si mesmo é um passo fundamental para manter o equilíbrio e a qualidade de vida”, conclui.

 Texto: Gabriel Souza

 
 
 

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