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Retirada de 5 mil toneladas de grãos na Pradozem segue sob monitoramento da Fepam

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • 6 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informou que acompanha, desde 2024, as atividades da empresa Pradozem, em Cachoeira do Sul, após receber denúncia formal sobre a deterioração de aproximadamente 7 mil toneladas de grãos de soja armazenados em silos de concreto.


Desde então, a empresa vem realizando a retirada do material comprometido, operação que tem causado transtornos à vizinhança devido à emissão de odores e à geração de chorume. Em junho de 2025, uma nova denúncia foi encaminhada à Fepam pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, relatando o carreamento de chorume para a via pública e a persistência de odores na área.


Durante vistoria técnica, a Fepam constatou que a empresa havia retomado a remoção dos grãos deteriorados — processo interrompido durante a safra 2024/2025. No dia 11 de julho, foi realizada uma reunião técnica com representantes da empresa, na qual foi estabelecido um prazo de 10 dias para apresentação de um relatório detalhado com as melhorias adotadas, com o objetivo de evitar novos extravasamentos para a rede pluvial e o ambiente externo.

Prazos e andamento da operação

A atual etapa da operação envolve a retirada de cerca de 5 mil toneladas de grãos remanescentes, dificultada por problemas estruturais em um dos silos, causados pela compactação do material. Por esse motivo, a empresa recebeu 120 dias para concluir a retirada nos silos 3, 5 e 7, prazo que ainda está em vigência. A situação do silo 1 será reavaliada ao longo do processo devido aos riscos estruturais.


A empresa segue retirando o material comprometido e, no momento, não está recebendo novos grãos, já que a safra foi concluída. A prioridade agora é finalizar a remoção do estoque deteriorado.


A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informa que não há interdição atualmente, 6 de agosto de 2025, em relação à empresa Pradozen. O empreendimento foi notificado em 5 de julho de 2025 e, na ocasião, foi estipulado o prazo de 120 para a empresa retirar o material comprometido dos silos. Neste mesmo ofício, consta que a safra 2025/2026, que começará em 2026, não poderá operar sem essa remoção concluída. Ao término do prazo, a Fepam vai realizar nova fiscalização no empreendimento.


Ações e medidas preventivas

A empresa apresentou um relatório com ações para evitar o carreamento de chorume para fora de suas instalações. Essas medidas estão sendo monitoradas pela Fepam e, caso sejam consideradas insuficientes, novas ações corretivas deverão ser exigidas.


Espera-se que a remoção completa do material armazenado, principal fonte geradora de chorume, e o transporte direto do conteúdo dos silos para áreas rurais sejam suficientes para resolver o problema.


Compromisso e importância econômica

A Fepam destaca que a empresa tem demonstrado comprometimento na resolução da situação e lembra que a unidade é uma importante geradora de empregos para o município. Por isso, busca-se uma solução técnica, segura e responsável, que elimine os impactos ambientais sem prejudicar a economia local.

Até a conclusão da retirada, a emissão de odores poderá persistir, pois é um efeito temporário do estado de decomposição do material. No entanto, esta é a única medida eficaz para eliminar definitivamente os transtornos.



 
 
 

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