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Saúde suspende profissionais via consórcio e paralisa atendimentos no TeAtende



Na última quinta-feira, 22 de fevereiro, uma comissão formada por cerca de seis profissionais, pertencentes ao consórcio que presta serviços à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) foram até a Secretaria Municipal de Saúde para pedir esclarecimentos sobre o prosseguimento dos atendimentos da rede no TeAtende em Cachoeira do Sul, para crianças autistas em geral, após receberem por mensagem a informação de que não devem mais estar dentro dos serviços da RAPS, deixando os profissionais das áreas prestadoras de serviço surpresos com a conduta fria e imediatista.


Na visão da comissão, não houve pensamento reflexivo por parte da gestão de como os profissionais, entre eles psicólogos, psicopedagogos, psiquiatra e demais profissionais da área de saúde mental, fariam para se organizar pois, um dos pontos é a inviabilidade dos atendimentos serem feitos em locais particulares visto que pacientes da saúde mental necessitam de um ambiente multiprofissional, ofertados pelos CAPS e TEAtende. Para eles também há uma preocupação dos mesmos quanto ao pensamento público e da gestão sobre o caráter dos profissionais e seus serviços.


"Os profissionais ressaltam a falta de orientação clara por parte da secretaria e também do consórcio não apenas para os prestadores, mas para o público que era beneficiado pelos atendimentos. É importante lembrar que uma demanda de atendimento foi criada e vínculos e laços emocionais foram estabelecidos e uma pessoa em sofrimento psíquico não se encontra em condições de compreender rompimentos, principalmente com aqueles que deposita confiança", enfatizaram.


Para completar, os prestadores do consórcio se dizem estar extremante pesarosos sobre o que vai ser dessas pessoas que são o amor da vida de alguém e que neste momento estão sem o suporte psicológico, psiquiátrico, físico e psicopedagógico. Os profissionais que estavam atuando no primeiro ano dessa gestão ainda afirmam que sentem-se usados apenas para inaugurar serviços, já que muitos eram promessas de campanha, no presente ano de mandato já não são mais úteis.


Destaca-se ainda que órgãos fiscalizadores, como o Conselho Municipal da Saúde até o último dia 22 de fevereiro jamais manifestou interesse em fiscalizar a forma como os atendimentos estavam acontecendo. "A gestão desde o início estava ciente da situação e optou em dar seguimento a forma em que estava, pois sem esse método, os serviços da RAPS não funcionaria com regularidade por falta de profissionais, para além disso, sem a equipe mínima os CAPS também se encontram de maneira irregular", pontuaram.


O QUE DIZ A SAÚDE?

Frente a todo esse caso, o secretário municipal de Saúde, Paulo Gonçalves, afirma que os serviços do TeAtende não serão cancelados em Cachoeira, apesar de uma suspensão momentânea ter sido feita. Atualmente, o serviço conta com o atendimento de duas psicólogas e uma fisioterapeuta. Paulo afirma que o que acontece é uma realocação, já que alguns profissionais que atendem via consórcio devem atender em seus consultórios, e não em repartições públicas, como vinha acontecendo.




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