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Superintendente da Defesa Civil, Edson das Neves, explana enfrentamento da catástrofe em Cachoeira

O superintendente da Defesa Civil de Cachoeira do Sul, Edson Roberto das Neves Júnior, utilizou a tribuna popular na sessão ordinária da Câmara Municipal de Vereadores na tarde desta terça-feira, 26 de dezembro, para falar sobre os trabalhos realizados pela Defesa Civil neste ano na cidade, que foi alvo da terceira maior enchente da história e recentemente do maior alagamento decorrente de uma forte enxurrada já registrado. "Resolvi utilizar o espaço de 10 minutos, mesmo com tanta demanda de trabalho urgente para atender lá fora, porque já é final de ano e a população tem o direito e precisa saber da situação atual e dos trabalhos intensos que a gente vem desenvolvendo", explicou.

Para explanar melhor, Edson dividiu em dois momentos a atuação da equipe. A primeira foi essa forte enxurrada ocorrida no último dia 22 de dezembro, que tirou mais de 500 pessoas de suas casas, causando muita destruição e tristezas para famílias. "Até o momento já contabilizamos mais de 300 casas atingidas, sendo que 9 destas casas foram completamente destruídas, ou seja, estas não existem mais. Além disso, tem 120 casas que estão sendo alvo de avaliações. Jamais vamos recuperar, pois não existe política pública para recuperar o que já foi perdido. Só quem é vítima e quem tá lá é que sabe o que acontece. Vai vir ajuda humanitária, vem telhas, lonas, cestas básicas, antecipação de auxílios, mas a saúde das pessoas, o pânico gerado naquela noite, não serão revertidos", destacou.


O superintendente ainda frisa que documentos se recuperam, mas fotos para as pessoas mais antigas jamais. "Memórias familiares foram perdidas. Móveis são comprados novamente, mas o mais importante se perde que é a tranquilidade e segurança. Não acho que Cachoeira esteja em uma condição superior a outra cidade em relação a Defesa Civil. Mas somos uma equipe que se organizou, mapeou, que sabia, que recebeu e enviou alertas e que tinha uma capacidade de resposta. Mas sempre digo que nunca estamos suficientes preparados, porque não sabemos a magnitude dos eventos climáticos", enfatiza.


Edson ainda disse que a Defesa trabalha com estoque para 200 famílias, número que costuma ser retirada das áreas de inundação. "Nunca é demais investir em preparação. Abrimos a mão de tirar móveis e utensílios para retirar pessoas e animais, além de convencer pessoas que não queriam sair de suas casas para não perder as suas coisas que, na verdade, já estavam perdidas. Tivemos mais de 30 chamados de pessoas desaparecidas. Muitas ficaram trancadas em suas casas como forma de estar protegendo os seus pertences que não se recuperavam mais. Felizmente não tivemos nenhum óbito, graças pela ação muito rápida que não somente a Defesa Civil teve, mas a população em geral, a Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e todos os demais órgãos de segurança tiveram. A UPA e o HCB tiveram que fazer atendimentos de urgência e emergência. A PRF de Eldorado se colocou a disposição. Defesa Civil somos todos nós", pontuou.


O superintendente aproveitou o momento para agradecer a parceria dos vereadores com a Defesa Civil, que facilitou a vinda de recursos para o Município em razão dos desastres. "Teremos um depósito entre R$ 400 e R$ 550 mil relativo ao primeiro desastre que foi a enchente e que será depositado pelo Governo do Estado e provavelmente virão mais ajudas. Nessa Casa se desenvolvem as políticas que nos permite chegar até a população", salientou.


Daqui para frente, Edson afirma que serão dias difíceis, resultantes dos desastres. "Fim do ano está aí, temos 130 pessoas que não vão poder voltar para as suas casas. Sabemos que a solução não é fácil, vai passar por laudo, por decreto, por projeto de reconstrução. Preparados vamos conseguir atender, especialmente graças a solidariedade dos cachoeirenses que auxiliou e abrigou os vizinhos afetados. A Defesa Civil se criou através da união da população frente a um desastre", apontou.


Ainda agradecendo o Legislativo pela parceria, das Neves fez questão de ressaltar a união do Legislativo e Executivo nos momentos em que a população precisou. "Hoje somos uma Defesa Civil que já ultrapassou R$ 12 milhões de arrecadação em três anos. Temos estoque emergencial para atender com alimentação, roupas, colchões, telhas, oriundos de emendas parlamentares, inclusive os dois veículos da Defesa são oriundos de emendas desta Casa, bem como os uniformes. A Defesa Civil tem a obrigação de agradecer ao Legislativo", finalizou.

Imagem: Fatos 24h.

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