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  • Foto do escritorDa Redação

UFSM Cachoeira apresenta protótipo de estrutura temporária para abrigos emergenciais

Na  última sexta-feira, dia 24, após duas semanas de trabalho contínuo, integrantes do curso de Arquitetura e Urbanismo do campus da UFSM em Cachoeira do Sul receberam membros da Defesa Civil e da Prefeitura Municipal para apresentar os seus protótipos. Estavam presentes na apresentação, o superintendente da Defesa Civil de Cachoeira do Sul Edson Júnior; o coordenador Adjunto da Defesa Civil da região central Ten. Ivan Flores da Rosa; a engenheira Civil da Prefeitura Municipal Jéssica Oliveira da Silva e a diretora da Secretaria de Inclusão Social do Município Daniele Meyer.


Batizado de Ninhos, o projeto para a construção de estruturas temporárias para abrigos emergenciais visa garantir a privacidade de famílias abrigadas em espaços coletivos. A ideia dos protótipos tem como referência o projeto do arquiteto japonês Shigeru Ban, que criou estruturas para abrigos durante terremotos e tsunamis no País.


Coordenado pelo professor Samuel Brito, o projeto contou, para a confecção do primeiro protótipo, com o auxílio das discentes do curso de Arquitetura e Urbanismo Camila Barcelos, Carolina Salzano Rocha, Letícia Laureano, Lorena Colares, Maria Alice Corrêa e Tanane Fernandes de Castro. Já para a confecção do segundo protótipo, se juntaram ao grupo as docentes Luciane Lens e Paula Ben Olivo, o técnico em edificações Otávio Jacob e os alunos Aline Aiko Hiramatsu Nambu, Débora de Andrade Nogueira, Gustavo Januário de Oliveira, Homero Lazzarin Campos, Josiane Adriana Schroeder, Keren Francini Baracy e Melissa Campos Martins Garcia.


Os protótipos foram construídos em um espaço cedido pela Primeira Igreja Batista de Cachoeira do Sul. Os materiais utilizados foram, em parte, arrecadados através de doações e colaborações de empresa locais (especialmente em lojas parceiras como Hickmann e Estação dos Tecidos) e de itens que se encontravam no campus da UFSM – Cachoeira do Sul.


O primeiro protótipo seguiu mais o projeto do arquiteto japonês e utilizou tubos de papelão como base. Segundo o professor Samuel, este material não é muito utilizado em nosso País e conseguir peças que se encaixassem foi um grande desafio. Apesar disso, com ajustes na dimensão do espaço e nas variações de espessura das peças foi possível construir o primeiro protótipo. Para finalizar, foram utilizadas cortinas de TNT para o fechamento externo da estrutura, pensando em seu baixo custo.


Para o segundo protótipo, foram utilizados tubos de PVC. Como o material é encontrado com maior facilidade em suas mais variadas espessuras e dimensões, foi possível definir o tamanho do protótipo baseando-se na maior dimensão de um colchão de casal, em módulos regulares que possibilitassem a montagem em formato quadrado. O fechamento externo foi feito com duas cortinas em tecido Oxford. O tecido se torna uma opção interessante nessa materialidade por proporcionar mais privacidade e menor transparência em relação ao TNT, além de ser um tecido com mais durabilidade. Assim, o segundo protótipo se apresentou como o mais viável para ser confeccionado em larga escala, devido a sua durabilidade, a fácil aquisição de seus materiais e facilidade de armazenamento.


Após a apresentação do projeto e de poderem experienciar os espaços, os representantes do poder público ficaram bastante entusiasmados com as estruturas, mostrando seu interesse em implantar os espaços em próximas situações de desabrigados em ginásios. Durante as suas colocações, os representantes expuseram a importância de dar privacidade às famílias desabrigadas, buscando trazer dignidade e conforto em um momento delicado.


Além disso, este material é de baixo custo e tem uma durabilidade considerável, podendo ficar disponível para ser utilizado sempre que necessário, sendo montado e desmontado de acordo com a demanda. Assim, o grupo que desenvolveu os protótipos ficou responsável por realizar alguns ajustes nas estruturas para posteriormente entregar o projeto completo para a Defesa Civil, que irá ver a viabilização da compra dos itens e confecção do material.


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