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Vídeo levanta suspeita de sucuri no Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul

Um vídeo que circula nas redes sociais desde a madrugada deste domingo, 1º de março, levantou suspeitas sobre o possível aparecimento de uma sucuri no Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul. As imagens teriam sido registradas por um pescador nas proximidades da Rua Moron, abaixo da ponte, em direção ao bairro Aldeia.


Nas gravações, é possível ver o que aparenta ser uma cobra de grande porte boiando na água. A filmagem é tremida e de baixa qualidade, feita à distância, o que dificulta a identificação precisa do animal. Há também relatos de que uma guarnição da Brigada Militar teria sido acionada para averiguar a situação.


A reportagem do Fatos 24h entrou em contato com o médico veterinário Edson Salomão para analisar o caso. Segundo ele, após observar o vídeo e submetê-lo à avaliação por aplicativo de inteligência artificial, não há indícios de montagem.

— A imagem me representa ser real. Justamente por ser muito amadora, com tremores, tentativa de zoom, respiração ofegante de quem está filmando. Não dá ideia de edição ou manipulação — afirmou.


Pode ser sucuri?

Apesar de considerar a filmagem aparentemente autêntica, o veterinário ressalta que não é possível afirmar qual espécie aparece nas imagens.


— A qualidade está muito ruim. Não dá para identificar o tipo de cobra — explicou.


Ele destacou que, no Brasil, a cobra aquática de grande porte mais conhecida é a sucuri (também chamada de anaconda). Já a chamada cobra-d’água comum na região atinge, em média, de 50 a 60 centímetros, podendo chegar a um metro, mas possui porte fino, diferente do animal visto no vídeo.


— Cobra-d’água daqui não é, porque é muito pequena. Se for uma cobra brasileira de grande porte e aquática, poderia ser uma sucuri. A jiboia até entra na água, mas não é uma espécie essencialmente aquática — detalhou.


Sucuris não são nativas do Rio Grande do Sul, mas, segundo o veterinário, já houve registros da espécie em outras cidades do Estado. Ele também não descarta a hipótese de se tratar de um animal exótico criado irregularmente e eventualmente solto no rio.


Outro ponto observado é que o animal aparece boiando com bastante parte do corpo visível, comportamento que não é o mais comum para sucuris, que costumam permanecer mais submersas.


Orientação à população

Caso o animal realmente esteja no local, a recomendação é não tentar capturá-lo nem feri-lo.


— Mesmo que não seja venenosa, é um animal forte. Se enroscar no pescoço de uma pessoa, pode estrangular. A orientação é não tentar pegar e não matar — alertou.


A recomendação é acionar órgãos competentes para avaliação e eventual captura, garantindo a preservação do animal e a segurança da população. Caso se confirme que não é uma espécie nativa da região, o encaminhamento deve ser feito aos órgãos ambientais responsáveis, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Pedido de contato

O veterinário informou ainda que tem interesse em analisar as imagens originais com maior profundidade e encaminhá-las a pesquisadores especializados em ofídios, incluindo profissionais ligados à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a instituições de pesquisa em Porto Alegre.


Ele solicita que a pessoa responsável pela filmagem entre em contato com a reportagem para que o material possa ser avaliado tecnicamente e ter sua veracidade confirmada por especialistas.


Até o momento, não há confirmação oficial sobre a presença de sucuri no Rio Jacuí. O caso segue sendo tratado como suspeita, baseada em imagens ainda inconclusivas.


A Brigada Militar Ambiental também esteve no local.


 
 
 

1 comentário


Desmatam tudo e os bichos nem podem procurar sobreviver.

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