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Adriana Palladino | Mensagem de Natal

Todos os dias ao chegar em casa, sou recepcionada pelo Zeus, Pernudo para os íntimos, e pela Preta, ambos adotados do Cempra. Pernudo é o único cão de raça que tenho, um galgo, mas eu o escolhi para fazer parte da minha família não por ser galgo e sim por ser quase cego. Todos os dias ele me recebe com um abraço, as vezes desajeitado pois, por ser quase cego, as vezes erra o pulo. Mas, na maioria das vezes ele acerta e adora um abraço! Posso estar com pressa e ser um abraço rápido. Posso estar alegre e além de abraçar, eu canto e a gente dança, mas independentemente da circunstância ele está lá, me aguardando para dar o abraço.


Pedrinho é um dos três gatos especiais que tenho. Adotei ele de duas amadas amigas de Santa Cruz do Sul, que confiaram a mim a vida desse ser extraordinário que é o Pedrinho. Pedrinho foi ferido com um tiro de chumbinho por uma criatura horrenda. Foi operado e perdeu parte dos movimentos de uma das patas. Por conta disso, faz uso de fraldas e não faz suas necessidades sozinho, mas você pensa que isso o limitou? NUNCA! Pedrinho é um gato que tem a felicidade estampada na carinha. Mas, na hora da troca de fraldas,  no momento que tenho que apertar a bexiga, ele mostra suas origens e vira um leão! Fica bravo, morde e  arranha. Cinco minutos depois da troca, lá vem ele pedindo colo para ronronar feliz junto comigo.


O que quero dizer, contando essas duas histórias de tantas outras que poderiam facilmente se tornar um livro, é que temos muito que aprender com os animais. Eles amam incondicionalment. Eles não conhecem o rancor, a mágoa, o ódio e tantos outros sentimentos que são exclusivamente do ser humano. Eles perdoam instantaneamente. O Pedrinho é um exemplo disso. Ele reclama em todas as trocas de fraldas, com certeza pelo desconforto. Briga comigo mas nada que dure mais que 5 minutos, isso é amor incondicional.


Existe uma teoria popular que diz que Deus não permitiu que os animais pudessem falar para que eles pudessem ensinar aos seres humanos que amor e lealdade vêm de ações e não de palavras.


O Natal é tempo de amor, renascimento, união, perseverança e também, pela proximidade com o ano novo, é tempo de reflexão. Tempo para fazer uma análise profunda dos nossos atos e do aprendizado que temos que ter para tentarmos a cada dia ser  pessoas melhores.  É o momento que a maioria das pessoas reflete sobre suas ações. Sobre os erros e o que se pode fazer para aprender com eles.


Na oração de São Francisco de Assis tem um trecho que, a meu ver, tem muito a ver com essa época do ano: “Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. ”


Que possamos seguir o exemplo de São Francisco de Assis, que dedicou sua vida ao amor, a caridade e aos animais. Tenhamos fé, amor e esperança de dias melhores, sem deixar de contribuir com ações para um mundo  mais justo e fraterno!

 

Feliz Natal e um Ano Novo próspero para todos!




Adriana Palladino

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