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Igor Noronha | Giro da Semana

A RENÚNCIA

O assunto da semana, e por muitos dias seguirá, é a saída do prefeito afastado José Otávio Germano. Para quem acredita em ingenuidade, digo que o predicado não cabe quando se faz política. Não falo em cometer ilícitos, falo em entender e saber jogar esse jogo, por vezes, complicado. Estamos falando de alguém que cumpriu 16 anos de mandato em Brasília e só não acabou governador do estado por que Antônio Britto perdeu para Olívio Dutra a eleição de 98. Digo isso, pelas “coincidências”: estourou a operação fandango se internou. Viu que seria cassado renunciou. Cabe a nós não permitirmos que volte. Fora da arena política minha torcida é que recupere sua saúde.

 

LOGO ATRÁS

Do assunto da semana, foi a saída do ex-prefeito Sérgio Ghignatti do PL. Nove em cada dez informações que chegavam era de que o partido não abraçaria sua candidatura. GG corria sério risco de sequer sair candidato. Qual partido? Será candidato? Ninguém sabe, só especulações. Sem GG e JOG fora a eleição do ano que vem fica igual a de 2016, sem figurões. Em 2020, GG só se lançou depois que JOG disse que concorreria. Este um fato.

 

HISTÓRIA

A eleição do herdeiro da maior família de políticos da cidade resultou em outros fatos para a nossa trajetória. Além do primeiro prefeito afastado, tivemos o primeiro a renunciar e a primeira mulher a sentar na cadeira de forma efetiva.

 

FANDANGO 2

Se metade do que se ouve sobre as eventuais revelações da segunda fase da operação forem verdade, teremos muitas surpresas. Talvez nem tanto, pois o que reluz muito sem ouro ser, logo mostra sua cara opaca.

 

FAPS

Entra governo e sai governo e o problema persiste. Se o assunto é tão importante, por que logo após o parcelamento ser aprovado se deixa de pagar a parte patronal? É pela certeza que de que haverá clamor da opinião pública? É urgente que tenhamos uma lei de responsabilidade fiscal municipal.

 

MEUS VOTOS

Quando estive na Câmara dei votos de confiança, acreditei nas promessas de que era a única saída, de que agora seria paga a parte patronal, blá blá blá e blá blá blá. No último ano, como não vi nada do que disseram acontecer, ajudei a reprovar o parcelamento de 2020. Fui criticado pelo governo, mas saí com a consciência tranquila. Ouvir apelos dos servidores e sempre dar voto de confiança sem ver promessas cumpridas era desconfortante.

 

CONDIÇÕES

Eventual voto de confiança deve vir acompanhado de demonstrações concretas das boas intenções do governo. Como a Prefeita Ângela parece não estar pensando em concorrer, em que pese entender que têm condições, dá para se comprometer, antes da votação, a cortar secretarias, exonerar secretários que não estão sendo eficientes nas suas responsabilidades, cortas cargos de confiança e estancar uma grande sangria, a propaganda em jornal impresso. Pelo que se lê, estão pensando no bem da cidade. Certamente darão sua cota de sacrifício.

 

CACHOEIRA DE VOLTA À CP

Com a votação da última semana, retornamos (não tínhamos conseguido nas duas últimas edições, em 2021 e 22) ao mapa das transferências de recursos da Consulta Popular. Eram necessários que 2% dos nossos eleitores votassem em quaisquer das 6 demandas. Superamos a expectativa e receberemos, a partir do ano que vem, mais de R$ 314 mil em obras e serviços. Uma grande mobilização que envolveu órgãos de governo, lideranças, associações, universidades. Novamente Cachoeira do Sul mostrando que quando a pauta é plural e que visa o interesse público todos aderem.

 

100% EAD, NÃO

O Ministro da Educação, o cearense Camilo Santana (PT), defendeu esta semana o fim dos cursos de licenciatura ministrados integralmente na modalidade à distância. Esses são os cursos responsáveis por formar os professores no País. O ensino à distância tem se manifestado como verdadeiro mercado do diploma. Hoje tem cursos a R$ 49,90 de mensalidade.

Igor Noronha

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