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Cachoeira inicia transição para insulina glargina pelo SUS a partir da próxima segunda no Piquiri

A Secretaria Municipal da Saúde de Cachoeira do Sul inicia na próxima segunda-feira, 31 de agosto, uma ação preventiva na localidade de Piquiri para dar início ao processo gradual de transição do uso da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada glargina, disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A primeira atividade do projeto-piloto será realizada a partir das 13h, na Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Piquiri, reunindo pacientes com diabetes para uma roda de conversa. O encontro terá como objetivo esclarecer dúvidas e orientar os usuários sobre as mudanças na rotina e os cuidados necessários para a adesão ao novo tratamento.


A equipe local de saúde contará com a participação da farmacêutica Adriele Severo, coordenadora da Farmácia Municipal do SUS e da Farmácia de Medicamentos Especializados, e da enfermeira Luciane Ely Batista, que acompanham a implantação do projeto-piloto no município.

Mudança será gradual

A substituição da NPH pela glargina será feita de forma gradual e individualizada, considerando a avaliação de cada paciente pelos profissionais de saúde e a disponibilidade dos estoques do novo medicamento encaminhado pelo Ministério da Saúde.


A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada, com efeito de até 24 horas, e pode ser aplicada uma vez ao dia. A mudança busca facilitar a rotina dos pacientes, contribuir para a adesão ao tratamento e reduzir possíveis erros relacionados ao uso da medicação.


“É um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que beneficia a rotina dos pacientes por facilitar a adesão ao tratamento, reduzir erros de uso e contribuir para um melhor controle glicêmico dos pacientes”, destaca a secretária municipal da Saúde, Camila Barreto.


Conforme a distribuição da nova insulina avançar, a Secretaria Municipal da Saúde deverá divulgar o cronograma de implantação do projeto-piloto nas demais unidades da rede municipal.


Nesta primeira etapa, a prioridade será para crianças e adolescentes entre dois e 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de idosos com mais de 70 anos com diabetes tipo 1 ou tipo 2.


Na rede privada, o tratamento com insulina glargina pode representar um custo de até R$ 250 para aproximadamente dois meses, conforme a apresentação e a necessidade de cada paciente.


Atualização no tratamento pelo SUS

A mudança integra um processo de atualização da linha de cuidado do diabetes no SUS e amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública.

A transição é resultado do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho da Insulina, implementado pelo Governo Federal em novembro de 2025.


Atualmente, o SUS disponibiliza quatro tipos de insulina: as humanas NPH e Regular e as análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais utilizados no tratamento do diabetes mellitus.


O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico e acompanhamento até o tratamento, de acordo com a situação clínica de cada paciente. A Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada para esse atendimento e realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais.


Em Cachoeira do Sul, a implantação gradual da glargina busca ampliar o acesso dos pacientes a uma alternativa terapêutica de ação prolongada, mantendo o acompanhamento das equipes de saúde durante todo o processo de transição.


 
 
 

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