Câmara aprova reparcelamento do FAPS em sessão marcada por protestos e plenário lotado
- Lenon Quoos

- 15 de dez. de 2025
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Foi aprovado na sessão ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de Cachoeira do Sul, na tarde desta segunda-feira, 15 de dezembro, o Projeto de Lei Ordinária (PLO) nº 113/2025, que trata do reparcelamento da dívida do Fundo de Aposentadoria e Pensão dos Servidores (FAPS). A votação ocorreu em meio a forte mobilização dos servidores municipais, que lotaram o Plenário Edgar Müller.
O projeto prevê o reparcelamento, em um prazo de 25 anos, de quatro parcelamentos já existentes da dívida previdenciária do município. Com a aprovação, o valor mensal das parcelas deverá cair de cerca de R$ 1,6 milhão para aproximadamente R$ 300 mil. Em contrapartida, o prefeito Leandro Balardin comprometeu-se a realizar um aporte mensal de R$ 500 mil ao fundo, além do pagamento do refinanciamento.
A proposta foi aprovada por oito votos favoráveis e sete contrários. Votaram a favor do reparcelamento os vereadores Serginho Quoos (PSDB), Ricardo Machado (PSDB), Juliana Spolidoro (PSDB), Magaiver Dias (PSDB), Daniela Santos (PL), Edimar Garcia (PL), Alex da Farmácia (Republicanos) e Álvaro Borges (Podemos).
Posicionaram-se contra o projeto os vereadores Ryan Rosa (PT), Mariana Carlos (PT), Felipe Faller (Republicanos), Adriana Palladino (MDB), Jeremias Madeira (PL), Ana Paula Melo (PP) e Gilmar Dutra (Republicanos).
Antes da votação, a vereadora Ana Paula Melo (PP) apresentou uma emenda ao projeto propondo que a obrigatoriedade do aporte mensal de R$ 500 mil fosse incluída no corpo da lei. Apesar do compromisso público assumido pelo prefeito, a emenda foi rejeitada por oito votos contrários.
A sessão foi acompanhada por grande número de servidores municipais, representantes do Sindicato dos Professores Municipais (Siprom) e de outras entidades de classe. Durante os debates, houve manifestações da plateia, com aplausos aos vereadores contrários ao projeto e vaias direcionadas àqueles que defenderam o reparcelamento na tribuna. Em determinado momento, o vereador Serginho Quoos chegou a interromper sua fala devido às constantes manifestações do público.
A presidente do Siprom, Josie Rosa, demonstrou indignação após a retirada de um caixão simbólico identificado como “FAPS” do interior do plenário, objeto utilizado como forma de protesto. Segundo ela, a medida limitou a manifestação dos servidores dentro da chamada “Casa do Povo”.
Apesar das críticas e da forte oposição de parte da categoria, o projeto foi aprovado e segue agora para sanção do Executivo. A discussão sobre a sustentabilidade do FAPS, no entanto, permanece como um dos principais temas da agenda política e administrativa do município.
SAIBA MAIS
A mobilização dos servidores já vinha sendo intensa desde o último sábado, 13 de dezembro, quando um protesto com cartazes, camisetas pretas, balões e o caixão simbólico foi realizado em frente à Câmara. As entidades alertaram que o reparcelamento poderia gerar um déficit inicial de mais de R$ 1,2 milhão no fundo e, a longo prazo, comprometer o pagamento de salários de servidores ativos e aposentados.
Imagens: Fatos 24h.






















No meu entender do projeto, agora lei, não tive a interação total do mesmo, mas reduzir de R$1.600.000,00 para R$ 300.000,00, mesmo com aumento no número de parcelas foi um bom resultado, neste exato momento com muita resistência contrária não foi bom, mas no decorrer dos anos tudo deve se ajustar, inclusive com sobras para investir em máquinas e pgto de fornecedores, menos as chamadas "horas extras." Todos sabem nossa Cacheira Velha está esqualepada.