Danúbia Cremonese | Como o autoconhecimento feminino está trazendo saúde emocional aos lares
- Da Redação

- 24 de mai.
- 2 min de leitura
Todo desconforto está a serviço de te mostrar algo que você ainda não se permitiu olhar. É como um dedo apontando para uma área da sua vida que pede por mais consciência e cura.
E o desconforto coletivo das mulheres tem nome: sobrecarga. Os dados são alarmantes e explicam muita coisa. Mulheres brasileiras dedicam quase o dobro de horas semanais aos afazeres domésticos e de cuidado em comparação aos homens, segundo o IBGE (PNAD Contínua 2022). Globalmente, a ONU Mulheres aponta que 76% do trabalho de cuidado não remunerado recai sobre nós.
Mas a sobrecarga vai além da louça. Como alerta a psicanalista Fabiana Guntovitch, sobre a mulher recai "a gestão da família, o cuidado psicoemocional, ser porto seguro".

O resultado? Ativação crônica do estresse, risco aumentado de burnout, depressão funcional e distúrbios do sono. É o corpo gritando por ordem. É a alma pedindo para voltar ao seu lugar e principalmente a permissão de pegar mais leve consigo mesmas.
É nesse cenário que mulheres estão sendo levantadas em todos os lugares como mentoras, pastoras, terapeutas e facilitadoras de encontros femininos. Não por acaso, mas por propósito. Para lembrar ao mundo uma verdade esquecida: a vida é feminina, nasce de uma mulher. E quando uma mulher se cura, ela não se cura sozinha. Ela cura sua linhagem, que viverá melhor quando ela se for.
Por isso os Círculos de Mulheres, as Vivências Sistêmicas e os espaços de reconexão feminina têm crescido. Neles, a mulher volta a se abastecer. E mulher abastecida não transborda caos. Ela transborda presença.
Na prática, o autoconhecimento sistêmico devolve clareza emocional, senso de pertencimento e reconexão com a intuição e com os ciclos do corpo. Isso se traduz em:
Relações que se consolidam, porque ela para de cobrar do outro o que só ela pode se dar.
Lares que se harmonizam, porque a ordem interna gera ordem externa. Casa é reflexo de alma. O maternar torna-se uma dádiva sentida, e não um peso. Ela educa pelo exemplo de autocuidado. O servir ao próximo vira benção, e não sacrifício. Porque só transborda quem está cheio.
A Física Quântica já provou e a Vida comprova: você devolve proporcionalmente os resultados a partir do que você vibra. Mulher em caos, atrai caos. Mulher em paz, organiza o campo.
O primeiro passo é simples, mas exige coragem: dar-se permissão. Permissão para viver o novo, criar novos modelos mentais e, principalmente, se colocar numa ambiência que eleve sua consciência.
Sozinha é mais difícil. Com outras mulheres, a expansão do feminino acontece e a cura acelera, porque é ativado o neurônio-espelho, a base neurológica da empatia.
Quanto mais clareza mais leveza. E ela opera na vida quando se pratica ordem e equilíbrio, abastecendo espírito, mente e emoções para que se viva com inteireza.
O lugar que Deus deseja que homens e mulheres pertençam não é o da exaustão. É o da presença. E a cura começa quando você diz sim pra si e se permite olhar para onde o dedo está apontando nessa fase da sua vida com gratidão, porque sempre será um pedido para você evoluir e ser mais leve e feliz. Agora responda se fez sentido esse entendimento pra você!
Danúbia Cremonese
Empresária e Terapeuta Sistêmica















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