DRACO e Polícia Civil prendem mulher suspeita de vender medicamentos clandestinos no Centro de Cachoeira
- Da Redação

- há 10 horas
- 2 min de leitura
Uma ação conjunta da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Delegacia de Polícia de Cachoeira do Sul resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 30 anos na tarde desta segunda-feira, 31 de agosto, no Centro da cidade.
Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de importar e comercializar medicamentos sem registro prévio na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de origem clandestina.
Durante a ação, os policiais apreenderam ampolas identificadas como Tirzec, Lipoland e T.G., além de seringas para aplicação, uma agenda contendo anotações de clientes e um aparelho celular.
Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Ela pagou a fiança arbitrada pela autoridade policial e responderá ao procedimento em liberdade.
O que são esses medicamentos?
Produtos injetáveis comercializados irregularmente com nomes como os apreendidos têm aparecido no mercado paralelo especialmente associados ao emagrecimento e controle de peso. No caso do T.G., há registros recentes de circulação no Brasil como versão não regularizada de tirzepatida.
A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, medicamento que possui registro na Anvisa. Inicialmente aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2, em 2025 o medicamento também recebeu indicação no Brasil para controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a determinadas condições de saúde.
Isso, porém, não significa que qualquer produto vendido como “tirzepatida” seja regular ou seguro. A autorização sanitária é vinculada ao medicamento, fabricante e apresentação avaliados pela Anvisa.
A própria Agência já determinou em 2026 a apreensão de produtos contendo tirzepatida produzidos irregularmente e também de lotes importados de Mounjaro com origem não comprovada e transporte inadequado.
No caso específico de Tirzec e Lipoland apreendidos em Cachoeira do Sul, a Polícia Civil informou que os produtos eram comercializados sem registro prévio na Anvisa. A composição exata das ampolas apreendidas não foi informada no material divulgado pela investigação.
Qual o risco de usar medicamento clandestino?
A principal preocupação não está apenas no princípio ativo anunciado na embalagem. Um medicamento sem registro ou de procedência clandestina não oferece as garantias de qualidade, segurança e eficácia exigidas pela Anvisa.
Isso significa que não há segurança, por exemplo, de que o conteúdo tenha realmente a substância e a concentração informadas no rótulo, nem de que tenha sido fabricado, armazenado e transportado nas condições necessárias.
O cuidado é ainda maior com medicamentos injetáveis, que dependem de condições adequadas de fabricação, esterilidade, armazenamento e aplicação.
A Anvisa vem intensificando a fiscalização diante do crescimento da procura pelas chamadas “canetas emagrecedoras” e por versões clandestinas desses medicamentos. Desde 2025, os agonistas de GLP-1 registrados no país estão sujeitos à retenção da receita na venda em farmácias e drogarias.
A investigação da Polícia Civil deverá agora apurar a origem dos medicamentos encontrados em Cachoeira do Sul, a forma como eram comercializados e quem fornecia os produtos à suspeita.

















Comentários