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DRACO e Polícia Civil prendem mulher suspeita de vender medicamentos clandestinos no Centro de Cachoeira

Uma ação conjunta da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Delegacia de Polícia de Cachoeira do Sul resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 30 anos na tarde desta segunda-feira, 31 de agosto, no Centro da cidade.


Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de importar e comercializar medicamentos sem registro prévio na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de origem clandestina.


Durante a ação, os policiais apreenderam ampolas identificadas como Tirzec, Lipoland e T.G., além de seringas para aplicação, uma agenda contendo anotações de clientes e um aparelho celular.


Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Ela pagou a fiança arbitrada pela autoridade policial e responderá ao procedimento em liberdade.


O que são esses medicamentos?

Produtos injetáveis comercializados irregularmente com nomes como os apreendidos têm aparecido no mercado paralelo especialmente associados ao emagrecimento e controle de peso. No caso do T.G., há registros recentes de circulação no Brasil como versão não regularizada de tirzepatida.


A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, medicamento que possui registro na Anvisa. Inicialmente aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2, em 2025 o medicamento também recebeu indicação no Brasil para controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a determinadas condições de saúde.


Isso, porém, não significa que qualquer produto vendido como “tirzepatida” seja regular ou seguro. A autorização sanitária é vinculada ao medicamento, fabricante e apresentação avaliados pela Anvisa.


A própria Agência já determinou em 2026 a apreensão de produtos contendo tirzepatida produzidos irregularmente e também de lotes importados de Mounjaro com origem não comprovada e transporte inadequado.


No caso específico de Tirzec e Lipoland apreendidos em Cachoeira do Sul, a Polícia Civil informou que os produtos eram comercializados sem registro prévio na Anvisa. A composição exata das ampolas apreendidas não foi informada no material divulgado pela investigação.


Qual o risco de usar medicamento clandestino?

A principal preocupação não está apenas no princípio ativo anunciado na embalagem. Um medicamento sem registro ou de procedência clandestina não oferece as garantias de qualidade, segurança e eficácia exigidas pela Anvisa.


Isso significa que não há segurança, por exemplo, de que o conteúdo tenha realmente a substância e a concentração informadas no rótulo, nem de que tenha sido fabricado, armazenado e transportado nas condições necessárias.


O cuidado é ainda maior com medicamentos injetáveis, que dependem de condições adequadas de fabricação, esterilidade, armazenamento e aplicação.


A Anvisa vem intensificando a fiscalização diante do crescimento da procura pelas chamadas “canetas emagrecedoras” e por versões clandestinas desses medicamentos. Desde 2025, os agonistas de GLP-1 registrados no país estão sujeitos à retenção da receita na venda em farmácias e drogarias.


A investigação da Polícia Civil deverá agora apurar a origem dos medicamentos encontrados em Cachoeira do Sul, a forma como eram comercializados e quem fornecia os produtos à suspeita.



 
 
 

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