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Estiagem causa prejuízo de R$ 151 milhões e leva Cachoeira a decretar situação de emergência

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

O Diário Oficial do Município desta sexta-feira, 27 de março, publicou o decreto assinado pelo prefeito Leandro Tittelmaier Balardin que declara situação de emergência em Cachoeira do Sul em razão da estiagem prolongada que atinge a região. A medida reconhece a gravidade do cenário e permite a adoção de ações imediatas para minimizar os impactos da crise hídrica.


A decisão foi motivada pelos baixos índices de chuva registrados nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, muito abaixo da média histórica. A falta de precipitação comprometeu a reposição dos mananciais superficiais e subterrâneos, afetando diretamente o abastecimento de água para consumo humano, a dessedentação animal e as atividades produtivas, com reflexos tanto na área urbana quanto, principalmente, no meio rural.


Atualmente, 107 famílias enfrentam dificuldades no acesso à água, além de quatro escolas da zona rural e uma associação de moradores. A redução significativa da vazão de rios, arroios e outras fontes de captação agrava ainda mais a situação, especialmente no interior do município.


IMPACTOS NA ECONOMIA E INFRAESTRUTURA

Os prejuízos econômicos já são expressivos. A estimativa inicial aponta perdas superiores a R$ 151 milhões, concentradas principalmente na produção agropecuária, um dos pilares da economia local.


Além disso, a estiagem também impacta a mobilidade. Há registro de interrupções no tráfego na BR-153, especialmente no trecho da Ponte do Fandango, além de problemas em estradas vicinais. A situação dificulta o escoamento da produção, o transporte de insumos e até o abastecimento de água potável em algumas localidades.


BASE TÉCNICA E MOBILIZAÇÃO

A decretação da emergência foi fundamentada em levantamentos técnicos realizados pela Defesa Civil Municipal e pelo Gabinete do Prefeito, com apoio de diversas instituições. Contribuíram para a consolidação dos dados o Sindicato Rural de Cachoeira do Sul, a Emater/RS, secretarias municipais, a UFSM/Campus Cachoeira do Sul, a Copaaergs, além de cooperativas e consultores agronômicos.


Segundo o prefeito Leandro Balardin, a resposta foi rápida diante da gravidade da situação. “Quando recebemos a solicitação do Sindicato Rural, das cooperativas, produtores e empresas do agronegócio, imediatamente acionamos a área técnica do Município para dar a formatação legal necessária ao processo, com base em dados concretos e laudos consistentes”, afirmou.


MEDIDAS EMERGENCIAIS

Com o decreto, o município passa a ter respaldo legal para intensificar as ações de enfrentamento à estiagem, sob coordenação da Defesa Civil. Entre as medidas autorizadas estão:


  • Mobilização de todos os órgãos públicos municipais

  • Convocação de voluntários

  • Realização de campanhas de arrecadação

  • Contratação de bens e serviços com dispensa de licitação

  • Adoção de medidas emergenciais para garantir a segurança da população


Em situações de risco iminente, a Defesa Civil também poderá acessar propriedades para prestar socorro e assistência.


O decreto tem validade de 180 dias, período em que a Prefeitura deverá concentrar esforços na assistência às famílias afetadas, na garantia do abastecimento de água e na redução dos prejuízos causados pela estiagem.


 
 
 

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