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Falta de acordo deixa alunos sem transporte no início do ano letivo na Barragem do Capané

  • Foto do escritor: Lenon Quoos
    Lenon Quoos
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 3 horas

O início do ano letivo, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, foi marcado por incertezas para famílias da localidade da Barragem do Capané, no interior de Cachoeira do Sul. Alunos da Escola Estadual Dinah Néri Pereira ficaram sem transporte escolar em pelo menos duas linhas, devido à falta de acordo entre o transportador responsável e o poder público.


De acordo com relatos de pais, o município teria repassado ao Estado a responsabilidade pelas linhas escolares. No entanto, o valor oferecido pelo Estado para a continuidade do serviço teria ficado abaixo do que era praticado anteriormente, o que levou o transportador proprietário das vans que atendiam as linhas, a não aceitar a proposta.



Em mensagem enviada a um grupo de pais, o próprio transportador informou: “O município entregou as linhas do Estado e nós não aceitamos a proposta para continuar o serviço, por um preço abaixo do mínimo para prestar um serviço de qualidade e segurança como sempre prestamos. Aguardamos até hoje uma proposta melhor, mas não teve êxito”.


Segundo uma mãe de aluno, que preferiu não se identificar, apenas na linha em que seu filho estudava havia pelo menos 11 ou 12 estudantes matriculados na escola. No total, duas linhas estariam sem atendimento, embora não haja confirmação oficial sobre o número exato de alunos afetados.


O filho dela, João Carlos dos Santos, de 13 anos, cursa o oitavo ano na escola. A mãe relata que os problemas com transporte escolar não são recentes. Conforme contou, após o retorno das aulas no período pós-pandemia, as interrupções no serviço eram frequentes, prejudicando a frequência escolar do estudante.


“Ele ficava mais em casa do que na escola. Procurei ajuda, mas não adiantava. Me recomendaram transferir para uma escola do município, fiz isso, mas volta e meia acontece o mesmo problema”, afirmou. Agora, a família avalia uma nova transferência, dependendo da regularização do transporte.


Procurada pela reportagem, a coordenadora da 24ª Coordenadoria Regional de Educação, Elaine Dalcin, informou que o órgão está trabalhando para restabelecer o serviço o mais breve possível. “Estamos trabalhando para o retorno o mais breve possível”, declarou.


Enquanto o impasse não é resolvido, estudantes da zona rural seguem enfrentando dificuldades para garantir o acesso às aulas, situação que reacende o debate sobre planejamento e organização do transporte escolar no início do calendário letivo.



 
 
 
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