Hilton De Franceschi | A pandemia ainda não terminou. Mas e daí?
- Da Redação

- 3 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
O final do ano de dois mil e vinte e o início de dois mil e vinte e um coincidirá com um grande feriadão, o que sugere festas, aglomerações e claro, praias lotadas. Vamos completar um ano na convivência indesejada de um inimigo invisível e letal.
O vírus parece não mais assustar a multidão, que certamente vai congestionar todas as estradas que dão acesso aos principais pontos turísticos em todo o país, mas continua matando sem discriminação, ricos e pobres, jovens e velhos, com ou sem doenças pré-existentes.
As autoridades sanitárias são unanimes em afirmar que a pandemia ainda não terminou. Mas e daí? Quem questiona são ignorantes que acham possuírem o corpo fechado e por isso neles nada pega? Irresponsáveis, desalmados, que não se importam com as vidas alheias? Talvez os dotados de uma fé maior e por isso estão protegidos por Deus? Ou ainda os aliados do presidente Bolsonaro que entendem a COVID-19 como sendo apenas mais uma gripezinha?

Mas afinal, quem tem razão? Todos têm, mais ou menos, razão. Para cada uma das crenças, bem como às necessidades individuais, há sempre motivações que precisam ser respeitadas, não necessariamente acolhidas, em especial pelas autoridades, que buscam atender o coletivo.
A minha unha encravada doe bem mais do que as duas pernas fraturadas de quem eu não conheço. Um sentimento cruel e desumano. Até pode ser, mas ele está presente na vida de todos os seres vivos que habitam esse planeta. Se você pensa diferente, é apenas uma exceção para confirmar a regra.
Para todos os feriados prolongados, uma previsão fácil de ser feita é quanto ao número de acidentes e mortes que irão ocorrer nas estradas, decorrente, quase sempre, de motoristas irresponsáveis. No entanto, poucas pessoas deixam de se aventurar mesmo sabendo que vítimas fatais serão tombadas no seu caminho.
Certamente vamos cruzar por motoristas embriagados no volante, outros arriscando a sua vida e de terceiros em perigosas ultrapassagens, além dos que desrespeitam os limites de velocidade. Mas o mais estranho e paradoxo de tudo isso é saber que para esses mesmos condutores, não usar máscaras ou álcool gel, bem como provocar aglomerações em tempo de pandemia são vistos como comportamentos inaceitáveis, criminosos e que devem ser severamente punidos pelas autoridades. Quem de nós não conhece alguém assim, com essas contradições? Afinal, o homem é mesmo um bicho com uma dicotomia animal.
Tenham todos uma boa semana.
Hilton De Franceschi















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