Hilton De Franceschi | Cada partido tem um bandido
- Da Redação

- 13 de set. de 2020
- 2 min de leitura
A empresária e presidente do PSC – Partido Social Cristão- do Rio grande do Sul, Carmem Flores, ao ser questionado sobre a prisão do presidente nacional do seu partido, pastor Everaldo, por corrupção e formação de quadrilha, no estado do Rio de Janeiro, surpreendeu a todos, não pela genialidade da resposta, mas justamente pela simplicidade e sinceridade com que, sem qualquer vacilo sentenciou: todo partido tem um bandido.
Ela que já foi filiada em outras siglas partidárias, inclusive concorrendo ao senado federal em 2018, pelo partido de Bolsonaro, e agora é pré-candidata a prefeitura de Porto Alegre, com a tranquilidade com que desfila pelos corredores de suas famosas lojas de moda, mandou um recado direto: Não conheço uma sigla que não tenha ao menos um criminoso.
Sem dúvida essas são afirmativas que merecem profundas reflexões por parte dos eleitores e uma justa investigação de parte das autoridades desse país. É preciso saber:

A empresária está mesmo exagerando? Suas afirmativas são caluniosas?
A empresária não está errada e tão pouco fora injusta, mas suas respostas estão
incompletas, é no que acredito.
A política é uma ciência nobre e divina, os partidos políticos não tem culpa de serem abraçados por mãos sujas, até porque esses aproveitadores, corruptos, homens e mulheres de má fé, promíscuos de plantão, sorrateiramente, estão infiltrados em todas as instituições, sejam elas políticas ou não.
A corrupção é uma pandemia que está, definitiva e perigosamente, entranhada no seio da sociedade e se prolifera, como um vírus, difícil de combater porque infelizmente, começou a ser entendida e aceita, por muitos, como o novo normal.
A diferença é que na política, somos nós, através do voto é quem preenchemos, diretamente, os cargos públicos mais importantes. De dois em dois anos, em todo o Brasil, como disse a empresária e pré-candidata a prefeitura de Porto Alegre, escolhemos, mais um bandido de estimação que, encarregar-se-á de levar com ele, por óbvio, seus iguais que rapidamente vão se afeiçoarem as novas e nobres funções, onde cada um deles será criteriosamente escolhido e colocado, para uma melhor adaptação, em um ambiente fértil, onde eles possam exercer suas respectivas habilidades diabólicas, já existentes, com mais sucesso, não para a sociedade.
Desejo a todos uma ótima semana.
Hilton De Franceschi















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