Hilton De Franceschi | Contradições ou teimosia
- Da Redação

- 21 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
Sim, entendo que há muitas contradições ou teimosia por parte de algumas
autoridades no combate a pandemia. Com as medidas restritivas impostas pelo executivo estadual e municipais, o Rio Grande do Sul orgulhava-se de ser o estado que melhor estava enfrentando o inimigo invisível e exaltava, ainda, a colaboração de uma sociedade, que entendiam ser mais conscientes. Mas era o que todos, arrogantemente pensavam. Erraram feio!
O governador dividiu o estado por regiões, atribuindo a cada uma dessas regiões uma bandeira, com cores diferentes, de acordo com o agravamento dos casos de
contaminação o que parecia bastante didático e de fácil compreensão por parte das
autoridades locais e pela própria população.
Mas infelizmente os resultados não acompanham as expectativas de um plano apenas teórico e nesse momento é crescente o número de infectados e de mortos no Rio Grande do Sul enquanto nos outros estados parecem que o pior já passou.
Todas as autoridades pediam para ficarem em casa, de quarentena, quinze dias, caso
contrário, segundo previsões da época, morreriam mais de 150 pessoas no Rio Grande do Sul. Passados mais de 100 dias, as restrições, hoje são ainda piores e já
contabilizamos quase mil mortos no estado, onde foi que erramos? Quem errou mais? O estado com estratégias equivocadas ou a população que podia ficar em casa e foram as ruas?
O comércio, a indústria e os shoppings voltaram a funcionar, em determinado
momento, criando aglomerações nas ruas e principalmente dentro de ônibus, quase
sempre superlotados. Terá sido esse o erro? Mais uma vez, quem errou? A culpa é de
quem foi às compras ou de quem autorizou as compras?
Mas e o futebol, porque não liberar, sem público é claro? Porque tanta resistência
para permitir ao menos para treinos? Todos os atletas, em especial dos grandes
clubes, são minuciosamente testados, além disso, eles são jovens, com imunidade alta, os clubes são ilhas de sanidade e a volta do futebol bem como suas respectivas
transmissões ajudariam as pessoas a ficarem em casa.
Não estamos falando de um simples entretenimento, o futebol é responsável pela
circulação de muito dinheiro, dos pequenos aos grandes patrocinadores, com
capacidade de gerar milhares de empregos, rapidamente, tanto diretos como
indiretos, minimizando a angustia de milhares de famílias, com maior ou menor
necessidade, com riscos infinitamente menores do que a abertura de shoppings por
exemplo. Então, porque demorou tanto governador? Só porque não gosta de futebol?
Hilton De Franceschi

Foto: Divulgação















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