top of page

Hilton De Franceschi | Governo, com ou sem vergonha

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 19 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

Quem de nós já parou para pensar o que é mesmo a vergonha e porque sentimos essa emoção.


Vergonha todos nós sentimos, ela é uma emoção primitiva e universal que representa o medo que temos de perder a conexão e o vínculo com alguém, tornando-nos indignos de nos relacionar com as outras pessoas.


Uma pessoa sem vergonha é aquela que tenta desvincular tudo aquilo que desonra que humilha que provoca indignação em um processo químico cerebral dissimulado. Do tipo, mente e acredita na própria mentira.


Na política, em especial, é mais fácil identificar e diferenciar os corruptos sem vergonhas dos com vergonha, ainda que ambos com currículos recheados de trapaças.


As diferenças estão justamente no fato do primeiro, quando flagrado desviando dinheiro público, não se abala emocionalmente. Com uma habilidade satânica ele convence muita gente, em número suficiente, a mantê-los nos cobiçados cargos públicos.



O segundo, ao ser acusado de um crime, com vergonha, mesmo sem recuar das práticas criminosas, ele passa a adotar comportamentos depressivos de aparente humildade, pousando de coitadinho e com isso garantindo os votos necessários a cada eleição.


O conceito generalizado de que todos os políticos são desonestos, ainda que isso não seja uma verdade, interessa e muito aos políticos corruptos, porque os nivelam em um submundo só para eles. Desta forma os competentes e bem intencionados cidadãos, por eles rotulados de impopulares ou ruins de voto, são afastados dessa disputa.


Nesse mundo político que, infelizmente vivenciamos hoje, os sem vergonhas em geral são despachados, cumprimentam efusivamente a todos, como se amigos fossem, vem sempre a público dar explicações, mesmo sem sentido, recebem alegremente todas as lideranças da sociedade civil organizada em seu gabinete, embora sem resolver nada, é bonachão e claro bom de voto.


Há outros, não menos corruptos, igualmente bons de voto, mas que não perderam a vergonha. Esses estão mais propensos a comportamentos autodestrutivos como o alcoolismo, envolvimento com drogas ilícitas, pouco aparecem no local de trabalho, recusam-se a receber lideranças da sua comunidade e por fim entram em um processo de isolamento total.


Mesmo que eles sejam em menor número, mas felizmente ainda é possível encontrarmos, em algumas cidades, prefeitos que não cederem as tentações vergonhosas, muitas vezes, impostas pela maioria corrupta.


E a sua cidade é de exceção ou o governo que você elegeu, que nós elegemos, é desses bons de voto, mas com ou sem vergonha?


Uma boa semana a todos.



Hilton de Franceschi

 
 
 

Comentários


bottom of page