top of page

Hilton de Franceschi | O Amor que Mata

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 6 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura


Há uma dádiva divina, um sonho sempre presenta na vida da ampla maioria das mulheres: o desejo de ser mãe.


As mulheres foram presenteadas com o dom de gerar uma vida e a história as consagrou como as protetoras incondicionais do rebento e se apropriaram, legitimamente, de um amor infinito, amor esse por ser indescritível, recebeu o nome de "amor de mãe". Por ser único, inconfundível, tão intenso e verdadeiro, só podia existir no íntimo de quem vive a experiência de ser mãe, à mais ninguém, mais ninguém mesmo é dado o direito de viver e sentir a loucura deste amor.


Por muito tempo acreditou-se que não poderia existir um amor maior do que o amor que uma mãe por um filho, mas definitivamente parece que estávamos enganados.


As frequentes notícias de que filhos foram assassinados pelas próprias mães, desmentem uma verdade que fora dita por séculos. Hoje sabemos, existe sim um amor maior do que o amor de mãe. O tempo tem nos revelado as facetas mais duras desse amor: a do amor que escraviza, a do amor que faz sofrer, e a mais ardente, a do amor que mata.


Felizmente, ainda não são muitos, mas são cada vez mais frequentes os casos em que a mãe mata ou manda matar o próprio filho, motivada, muitas vezes, por um amor irresistível, desconhecido e assassino que sente por outro alguém.


Todos os que amam ou um dia amaram, em algum momento já sentiram o sabor amargo do doce sentimento. Por essas razões é crescente o número de pessoas que começaram a duvidar, se terá mesmo sido o amor, uma obra de Deus. O diabo sempre reivindicou e se orgulha de dizer que o amor fora por ele criado como forma de suborno, como propina, para disseminar as desavenças, as discórdias e a infelicidade entre as pessoas.


Ainda que a história esteja repleta de traidores que juram amor, de amores que encorajam a matar e de todas as evidências de que o amor nem sempre tem sido a salvação, resignado, ainda acredito no amor como uma benção divina capaz de nos unir uns aos outros.


Hilton De Franceschi


 
 
 

Comentários


bottom of page