• Da Redação

Hilton De Franceschi | Pesquisas Eleitorais

O novo código eleitoral que está tramitando no Congresso Nacional, em uma velocidade supersônica, para poder entrar em vigor já nas próximas eleições, vai beneficiar e muito, os já deputados. Sem surpresas.


Para que essas medidas possam valer para 2022, é preciso que as mudanças sejam votadas na Câmara dos Deputados, no Senado e depois sancionadas pela presidência da república até o dia 02 de outubro próximo.

É desnecessário dizer que toda essa agilidade na aprovação do projeto que é sim polemico e complexo, afinal são mais de 370 paginas, virá com propostas novas, pensadas e articuladas pelas velhas raposas, com uma única finalidade, autoproteção.



Algumas dessas mudanças mais parecem um deboche. Além de facilitar a reeleição dos atuais parlamentares, elas visam enfraquecer regras que antes proibiam, por exemplo, candidatos que não fossem considerados ficha limpa de concorrerem às eleições, atenuam as responsabilidades por crimes de caixa dois e pela não prestação de contas, assim como a proibição à divulgação das pesquisas eleitorais em vésperas de eleições e tantas outras.


Como sou partidário da ideia de que nem tudo está errado, quero aplaudir os deputados que buscam proibir as pesquisas eleitorais. Sei que o capítulo que trata da proibição à divulgação de pesquisas eleitorais será amplamente contestado pela grande mídia acostumada a eleger seus candidatos preferidos, através da indução do voto, utilizando pesquisas duvidosas.


Existem provas incontestáveis de que as pesquisas eleitorais não são confiáveis, para isso basta buscar na história recente de Cachoeira do Sul as sentenças proferidas pela justiça local.


Nos últimos anos, só na nossa cidade, muitas foram às pesquisas eleitorais contestadas, anuladas e sentenciadas pela justiça eleitoral com multas gigantes atribuídas a esses institutos de pesquisa privados.


Muitas dessas pesquisas são encomendadas pelos influentes meios de comunicações, sejam eles jornais, rádio ou televisão. Depois em seus horários nobres, passam a fazer suas diabólicas análises, apoiada nos resultados, muitas vezes, grosseiramente manipulados, pelos mesmos institutos já condenados, onde passam a atribuir virtudes, que não existe, aos seus escolhidos e críticas fabricadas aos não amigos.


Os resultados das últimas eleições, na nossa cidade, teriam sido outros e bem outros se não existissem as pesquisas eleitorais. Alguém tem duvidas? Não tem como precisar, se os eleitos fossem outros, como teria sido essas administrações, mas uma coisa é certa. Os novos prefeitos teriam sido bem mais comprometidos com as sua comunidade e menos com esses grupos que os elegeram e não de graça.


Uma boa semana a todos.



Hilton de Franceschi

Banner para site-1.png