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Hilton De Franceschi | Precisamos todos mudar

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 4 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

O tempo e as circunstancias fazem com que nos transformemos ao longo da vida. Precisamos todos mudar e, mudamos todos, querendo ou não, para melhor ou nem tanto. Há os que percebem os movimentos e com eles vão ao topo, já outros são arrastados por uma enorme avalanche de informações e de mudanças, impostas por uma sociedade, que cobra e pune os desatentos, mas também premia os mais avisados.


Existem pessoas que mudam porque descobrem objetivos que dão sentidos à vida, são pessoas desafiadas no dia a dia e fazem os enfrentamentos de forma prazerosa, esses quase sempre virtuosos e bem sucedidos profissionais. Há outros ainda que, também mudam, mas levados, muitas vezes, por ondas artificiais ou por forças ocultas, sempre infiltradas junto à sociedade, dispostas a manipular as mente humanas, pouco elaboradas, e direcioná-las para atender interesses, nem sempre republicanos.



Muitas dessas mentes estão hoje ocupando cargos estratégicos, não só, mas também na política, e que não sabem exatamente porque e tão pouco a quem estão servindo.


Não somos ilhas, não vivemos isolados, somos naturalmente frutos do meio em que vivemos, sofremos influencias da família, dos amigos, de quem não é tão amigo, de tudo que lemos e do que ouvimos. Parecer óbvio, mas o que não é óbvio é a nossa consciências sobre o que está nos fazendo mudar e tão pouco para onde estamos indo e o que é ainda pior, a quem vamos servir.


É preciso tirar algumas coisas que estão mofadas dentro de cada um de nós. Sim, isso inclui pessoas e sentimentos. Muitas têm prazo de validade, por isso precisam ser eliminadas e com urgência ou as mudanças, que vão ocorrer, possam privilegiar as suas expectativas enquanto ser social, ou continuará, como um inocente útil, atendendo aos interesses de terceiros, nem sempre bem intencionados.


Não estou falando em perder a essência, essa não muda, mas abrir espaços para incluir nas nossas vidas quem vale a pena e o que vale a pena, chega de meios amigos, falsos bajuladores, vamos assumir projetos, sejam pessoais ou comunitários, mas que sejam verdadeiramente nossos não vamos mais permitir que os mal-intencionados se apropriem da nossa boa fé.


É com esse espírito que vou avaliar cada um dos candidatos à eleição desse ano. Essa é uma boa oportunidade de exercitar o nosso livre arbítrio. Não vamos permitir que os discursos de renovação esganiçados pelas ruas, sejam verdades, se desacompanhadas da história de vida e do comportamento de quem as gritam.


Vou ser criterioso, pelo dever cívico, mas igualmente como parte dessa crença de que, quem não tem consciência das suas mudanças, não sabe a quem vai servir, portanto, não me representa.


Tenham todos uma ótima semana.


Hilton De Franceschi

 
 
 

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