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Hilton De Franceschi | Triste Corona

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 21 de jun. de 2020
  • 1 min de leitura

Uma pandemia nunca vista igual, ao menos para essa geração, é o que todos,

assustados, repetem. Em alguns doe ver seus empregos serem ameaçados, outros

suas empresas lentamente desaparecerem e os demais ao testemunharem

intermináveis enterros coletivos de parentes e amigos.


Não bastasse tanta tristeza, a tantas famílias, a Covid-19 escancara ainda, uma

decepcionante faceta do homem do século XXI. A ignorância, o egoísmo e a

intolerância. Sinal de novos tempos, o fim do mundo está próximo, é bíblico, simplificam assim os ignorantes.


Essas pessoas ignoram que as pandemias são mais antigas do que a bíblia e o

próprio Cristo. Ao justificarem a aparição, ¨surpreendente¨ do vírus, esquecem a

ciência e usam o santo nome de Deus em vão.



Uma lista ainda maior é a dos egoístas. Os que, mesmo podendo ficar em casa,

mas por se considerarem fora do grupo de risco, banalizam a morte, dos outros, a

ponto dos governos precisarem usar da força policial para contê-los.


Por outro lado falta tolerância aos que acham fácil mandar as pessoas ficar em

casa, sem salário ou emprego garantido. Os intolerantes criaram suas próprias

verdades, adotam um padrão de consciência pautado nas suas conveniências para

qualificar como desumanos os que pedem o fim da quarentena e ofender os que

defendem a sobrevivência dos seus próprios negócios.


Minhas expectativas dadas à comoção coletiva, criada pela pandemia, era de ver o

mundo se transformar em um ambiente mais respeitoso e acolhedor afinal nós

estamos todos no mesmo barco. Não há um culpado, tão pouco uma verdade

absoluta nesse episódio. Mas confesso, estou perdendo as esperanças.


Uma ótima semana a todos!


Hilton De Franceschi

 
 
 

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