Hilton De Franceschi | Um país à deriva
- Da Redação

- 10 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Como eu gostaria de acreditar que o Brasil está no rumo certo. Tenho filtrado tantas coisas que dizem por aí sobre o futuro da nossa economia, minimizado as notícias sobre os incêndios na Amazônia, achado graça das frases nada engraçadas do nosso presidente, mas descobri que o meu bom humor, a minha gigantesca capacidade de tolerância e otimismo são mesmo finitas.
Quando o arrogante comandante americano, Donald Trump, incitou os seus apoiadores, verdadeiros marginais, a invadirem o parlamento na desesperada tentativa de impedir a certificação do seu sucessor, Joe Biden, alegando, absurdamente, fraude eleitoral, ele perigosamente compromete a maior democracia do mundo. O que é ainda pior, ele é inspiração, visto como modelo a outras democracias mais frágeis como a nossa.

Mesmo para a consolidada república americana, por conta da irresponsabilidade de um presidente sem noção, a democracia ficou abalada. No entanto, se fosse esse um problema apenas dos americanos, não teríamos que nos meter. Mas acontece que o maior fã de Donald Trump é nosso presidente e ele, para parear em idiotice com o amigo, já mandou o recado: a confusão no Brasil será ainda maior quando
chegarem às próximas eleições presidenciais.
O presidente Bolsonaro que se declara amigo e seguidor das ideias trumpistas, parece ainda não ter entendido que o seu pupilo perdeu as eleições e está terminando o seu mandato de forma melancólica.
Ao declarar que o Brasil está quebrado, definitivamente o nosso presidente perdeu, ou jamais teve, a noção da importância do cargo que ocupa. A sensação é de que o país está mesmo à deriva.
O mundo está definitivamente globalizado, mesmo que nem todos ainda tenham percebido. O que acontece nos EUA, na Europa ou na Ásia, como um vírus, dias depois vai chegar ao Brasil. Assim como tudo que acontece em Brasília, enquanto política, também vai acontecer em Cachoeira, guardada suas proporções.
Espero que o prefeito eleito em Cachoeira, José Otavio Germano, que ao longo da campanha, declarou ser amigo de Bolsonaro, não adote, como em uma corrente do mau, práticas tão irresponsáveis e inconsequentes para justificar eventuais dificuldades ou fracassos administrativos.
Tenham todos uma boa semana.
Hilton de Franceschi















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