Hilton De Franceschi | Vivendo e desaprendendo
- Da Redação

- 27 de dez. de 2020
- 2 min de leitura
Não é preciso frequentar salas de aulas, nem debruçar-se horas em cima
dos livros para se aprender tudo na vida. A vida por si só é uma escola e
com ela se aprende muito. Aprendemos coisas boas e outras nem tanto,
assim como desaprender é possível.
Muitas vezes o que perdemos, na verdade, são as referências do que é
certo ou errado nessa vida por conta de métodos de manipulação em
massa. Ora se mostram sutis, por isso difícil de serem percebidos por
grande parte da população, ora descarados, fácil de serem identificados
em bonitos discursos de figuras públicas, artigos muito bem escritos por
colunistas badalados ou em matérias jornalísticas recheadas de armadilhas.

Só para exemplificar: hoje é muito difícil de saber como está, de verdade,
o prestígio do presidente Bolsonaro, tomando como base as pesquisas
eleitorais divulgadas com frequência pelos consagrados institutos de
pesquisas, ou até mesmo quando lemos e ouvimos as notícias na grande
mídia do país.
No entanto, é coerente afirmar que: com base no desenvolvimento
socioeconômico do país - dados oficiais – somado ao resultado nas urnas,
em uma eventual e provável candidatura à reeleição do atual governo
daqui a dois anos, poderemos então dizer de forma precisa se a avaliação
da gestão do governo Bolsonaro, pela sua comunidade, foi boa ou ruim.
Penso assim.
Contraditoriamente, em Cachoeira do Sul, há pouco mais de quinze dias
atrás um veículo de comunicação local estampava em suas páginas a
manchete: Cachoeira mal na qualidade de vida. Pioramos em quase todos
os indicadores que avaliam o desenvolvimento e o bem-estar do
cachoeirense. Mas surpreendentemente dias depois, o prefeito que vai
deixar o cargo na próxima semana, segundo essa mesma imprensa, ganha
notaço na sua despedida - em uma avaliação feita junto à comunidade
local.
Estranho que a população tenha aprovado o governo, atribuído um notaço
à administração - nota oito - para alguns itens em particular, mas contraditoriamente, pouco mais de 20%, dessa mesma população, votou
no candidato à reeleição. Entenderam?
Sim, claro que todos entenderam: a comunidade de Cachoeira escolheu,
com nobreza, o caminho da dificuldade, da pobreza, e decidiu sacrificar
suas vidas para salvar suas almas. Isso explica não reelegerem um gestor
com avaliação tão positiva. Ou sou eu que estou vivendo e desaprendendo?
Tenham todos uma boa semana.
Hilton De Franceschi















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